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Agronegócio
2 min de leitura

Consumo de fertilizantes no Brasil deve cair em 2026

Mudanças no mercado influenciam a demanda e preços dos insumos agrícolas

Ricardo Alves15 de abril de 2026 às 10:45
Consumo de fertilizantes no Brasil deve cair em 2026

O Brasil deve enfrentar uma queda no consumo de fertilizantes em 2026, impactado por preços elevados e aumento das pressões nos custos de produção.

Essa diminuição segue um período de alta demanda e reflete mudanças nas dinâmicas do mercado, afetadas por diversos fatores internos e externos que têm impacto sobre o setor agrícola.

As entregas de fertilizantes ao Brasil devem cair de 49,1 milhões de toneladas em 2025 para cerca de 47,2 milhões em 2026.

Um relatório do Rabobank revela que a retração prevista é de cerca de 2 milhões de toneladas, marcando uma desaceleração significativa em relação ao recorde do ano anterior.

O aumento das tensões no Oriente Médio, incluindo o bloqueio do Estreito de Ormuz, tem retirado volumes significativos do comércio internacional de fertilizantes, contribuindo para a alta nos preços.

Esta situação tem um impacto especial sobre o Brasil, que depende de importações para 88% de seu consumo de fertilizantes, o que acentuou a pressão sobre os custos.

Contexto

Em 2025, 36% das importações de ureia do Brasil vieram do Oriente Médio, reduzido de 53% em 2021. Entre janeiro e março de 2026, os preços nos portos brasileiros de ureia aumentaram cerca de 76%.

Além disso, os produtores rurais do Brasil enfrentam desafios financeiros, com margens de lucro cada vez menores, o que torna mais difícil repetir o desempenho do ano anterior.

De acordo com as projeções, as expectativas são de que os preços dos fertilizantes continuem altos ao longo da temporada, limitando ainda mais a demanda por esses insumos essenciais.

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