Monitoramento constante e manejo integrado são essenciais para garantir produtividade.

O controle de pragas no cultivo do algodão requer atenção especial durante o período reprodutivo, especialmente em condições de tempo seco, que favorecem o aumento das infestações. Isso ocorre quando a planta inicia a formação de botões florais, flores e maçãs, que são estruturas diretamente relacionadas à produtividade.
Dentre as principais pragas que atacam o algodão estão o bicudo-do-algodoeiro, a mosca-branca, pulgões, ácaros e lagartas. O clima seco contribui para o aumento de insetos sugadores e ácaros, enquanto o estresse hídrico torna as plantas mais vulneráveis a ataques. O bicudo, por exemplo, pode danificar os botões florais e maçãs, enquanto a mosca-branca e os pulgões se alimentam da seiva da planta, gerando melada que favorece a fumagina, escurecendo a fibra.
✨ Monitorar a lavoura constantemente e aplicar o Manejo Integrado de Pragas (MIP) são essenciais para proteger a cultura do algodão, reduzindo custos e riscos com resistência.
As recomendações de monitoramento incluem avaliar diferentes pontos da área cultivada, identificar as pragas presentes e observar a intensidade da infestação. A decisão sobre a aplicação de inseticidas não deve se basear apenas na presença da praga; o MIP considera também a fase da cultura, os danos observados, a presença de inimigos naturais e os níveis de ação sugeridos pelas referências técnicas.
Quando a aplicação de inseticidas se torna necessária, é fundamental utilizar produtos registrados para o algodão e para as pragas alvejadas. A alternância entre diferentes modos de ação é importante para minimizar o risco de resistência das pragas. O cuidado na pulverização também deve ser destacado; em períodos quentes e secos, aspectos como horário, pressão, tipo de ponta e volume de calda precisam ser ajustados para garantir uma cobertura eficaz e reduzir perdas.
Além da utilização de inseticidas, o manejo de pragas abrange práticas como a eliminação de plantas voluntárias, o controle de plantas daninhas, a prevenção do estresse hídrico e a preservação de inimigos naturais. O conjunto das estratégias de manejo integrado visa proteger a produtividade da cultura com intervenções feitas na hora certa, diminuindo aplicações desnecessárias e reduzindo custos e riscos associados.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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