Alta de 9,72% para o feijão preto é registrada em meio à oferta limitada e menor disponibilidade.

Os preços do feijão demonstraram uma valorização significativa na primeira quinzena de outubro, com ênfase no tipo preto. Essa alta é atribuída à redução na disponibilidade de produtos e à oferta limitada de lotes de qualidade superior.
De acordo com o Indicador de Preços do Feijão, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os preços se mantiveram firmes em regiões produtoras-chave, mesmo diante de uma demanda enfraquecida.
✨ No período em análise, o feijão preto acumulou uma valorização de 9,72%, enquanto o feijão carioca de qualidade superior e o intermediário avançaram 0,69% e 1,35%, respectivamente.
No acumulado de 2026, as valorizações foram expressivas, alcançando 87,96% para o feijão preto e 36,23% para o carioca de melhor padrão. Locais como o Centro-Noroeste Goiano e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba registraram altas de 2,02% e 1,65%, respectivamente, enquanto Barreiras (BA) e Sorriso (MT) apresentaram quedas.
Apesar de algumas regiões registrarem recuo nos preços do feijão de notas 8 e 8,5, as cotações do feijão preto tipo 1 continuaram a crescer, especialmente em Sorriso (MT) e Curitiba (PR).
O avanço da primeira safra de 2026/2027 mantém-se sob atenção, com a semeadura em 18,1% da área prevista, abaixo dos 21,1% do ano anterior. A produção nacional deve ser de 2,93 milhões de toneladas, 0,7% a menos que na safra passada.
Com projeções de estoques finais de 135,8 mil toneladas, representa um aumento de 37,9%. Essa situação deve continuar a influenciar os preços do feijão, especialmente do preto e do carioca de qualidade superior, enquanto a demanda para o carioca intermediário permanece sob pressão.
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