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Agronegócio
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Crise no Estreito de Ormuz afeta produção agrícola global

Preocupações aumentam com custos e segurança alimentar

Ricardo Alves09 de junho de 2026 às 15:15
Crise no Estreito de Ormuz afeta produção agrícola global

A crise em uma das rotas marítimas mais cruciais do mundo elevou as preocupações sobre os custos de produção agrícola e os riscos à segurança alimentar global. A instabilidade no fornecimento de insumos e energia pode prejudicar diretamente o planejamento das culturas, especialmente em áreas que dependem de fertilizantes importados e que são mais vulneráveis a variações de preço.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) está analisando estratégias para aumentar a eficiência no uso de fertilizantes, como parte de um conjunto de recomendações destinadas a mitigar os impactos da crise no Estreito de Ormuz. Esta passagem é vital para o comércio internacional, representando 35% do petróleo bruto e 20% do gás natural liquefeito, além de abrigar entre 20% e 30% das exportações globais de fertilizantes e 50% das exportações de enxofre.

FAO alerta que o risco principal não se centra na escassez imediata de alimentos, mas sim nos impactos nos fertilizantes e na produção agrícola.

Dongyu Qu, diretor-geral da FAO, apresentou essa avaliação durante a 181ª Sessão do Conselho da entidade. Com a crise se aproximando de 100 dias, os efeitos já são perceptíveis. Agricultores na Ásia, África e América Latina enfrentam custos maiores e decisões difíceis quanto ao uso de fertilizantes e à seleção das culturas a serem cultivadas.

Para enfrentar essa situação, a FAO implementou um amplo pacote de recomendações com ações para curto, médio e longo prazo. As iniciativas incluem o mapeamento de solos e a agricultura de precisão, que visam otimizar a aplicação de fertilizantes e minimizar desperdícios.

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A adoção de sistemas de consórcio de culturas é fundamental para reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados

FAO.

Além disso, a entidade propõe o aumento de fundos destinados à inovação para fertilizantes alternativos, como amônia verde e biofertilizantes, buscando uma solução sustentável para os desafios da produção agrícola.

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