Consultoria analisa como janela de plantio e rentabilidade influenciam decisão dos produtores.

A definição da área de milho safrinha está diretamente ligada à combinação entre a janela de plantio, os preços e a capacidade dos produtores em manter margens considerando os riscos climáticos. Essas informações foram apresentadas pela consultoria Veeries, que avalia a influência dessas variáveis nas decisões dos agricultores e, por consequência, na procura por insumos.
No Mato Grosso, um plantio até o final de fevereiro é visto como condição mais favorável para garantir produtividade e rentabilidade. Contudo, atrasos no calendário não resultam necessariamente em uma redução na área plantada. Nesses casos, o preço do milho se torna um fator crucial, especialmente se conseguir manter margens que justifiquem os riscos maiores envolvidos.
A consultoria destaca cenários distintos ao longo dos anos. Em 2020/21, 54% da área de milho estava em alto risco de plantio com um preço médio de R$ 54 por saca, mas a área aumentou em 8%. Já em 2023/24, mesmo com 53% da área em baixo risco, o preço caiu para R$ 36 por saca, resultando em uma redução de 6% na área.
✨ As margens por semana de plantio variaram, mostrando que em 2020/21 elas permaneceram positivas mesmo com semeaduras tardias, enquanto em 2023/24 as margens tornaram-se negativas nas últimas janelas.
Para 2025/26, o levantamento aponta que 43% da área estará em baixo risco, 35% em médio e 22% em alto risco, com um preço médio previsto de R$ 47 por saca e um crescimento na área de 4,7%. A análise indica que nenhuma variável isolada determina a decisão do produtor. Com a soja ainda em plantio, as expectativas relacionadas ao clima, preços e calendário deverão orientar tanto a expansão da safrinha quanto os investimentos nas lavouras.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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