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Agronegócio
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Dependência de agroquímicos revela desafios no mercado indiano

Estratégia de diversificação enfrenta concentração em etapas essenciais

Acro Rodrigues25 de junho de 2026 às 10:46
Dependência de agroquímicos revela desafios no mercado indiano

A diversificação de fornecedores no setor de agroquímicos está em expansão mundialmente, embora a estrutura de produção ainda seja marcada por intensa concentração em etapas chave.

De acordo com Rafael Gomes, especialista em portfólio agroquímico, cerca de metade dos ingredientes ativos utilizados pela indústria indiana depende de importações da China, destacando a relação estratégica entre os dois países nesse segmento.

A Índia se firmou como um dos maiores exportadores de algumas moléculas-chave, mas ainda enfrenta desafios devido à forte dependência de insumos chineses.

Com produtos como 2,4-D e Atrazina, a Índia se tornou um importante fornecedor, além de inseticidas como Clorpirifós e Cipermetrina. Contudo, essa dependência prejudica a competitividade, já que, nas principais moléculas, empresas chinesas dominam várias etapas do processo produtivo.

Essas empresas atuam desde a fabricação de matérias-primas até a formulação do produto final, criando desafios que são difíceis de serem superados por competidores. Um exemplo dessa dinâmica é visto na cadeia de fornecimento do glifosato, onde grupos chineses estão presentes em diversas fases de produção.

Assim, o debate se torna mais complexo, envolvendo não só a comparação direta entre China e Índia, mas também o controle das etapas críticas de fornecimento, especialmente em um momento em que a estratégia 'China + 1' está sendo adotada globalmente como forma de diversificação.

Ainda assim, uma parte significativa da indústria agroquímica mundial permanece interligada à capacidade produtiva da China, sendo fundamental mapear quais ingredientes ativos apresentam maior dependência dessa estrutura.

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