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Agronegócio
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Dependência de fertilizantes externos eleva risco no agronegócio brasileiro

A importação de 85% dos fertilizantes expõe setor a volatilidades do mercado

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 02:15
Dependência de fertilizantes externos eleva risco no agronegócio brasileiro

A elevada dependência do Brasil em relação a fertilizantes importados, que chega a 85%, gera uma nova camada de vulnerabilidade para o agronegócio nacional. Essa situação intensifica a exposição às flutuações do mercado internacional, o que pode resultar em novas pressões sobre a oferta e no aumento dos custos logísticos.

Marcelo Soto, responsável por Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA Brasil Aliança, destaca que o país enfrenta uma realidade complexa, onde insumos como enxofre e ácido sulfúrico, essenciais para a produção de fertilizantes fosfatados, estão sob crescente pressão. A demanda global emergente, especialmente impulsionada pela indústria de baterias elétricas, está dificultando o fornecimento e, consequentemente, elevando os preços desses produtos.

Os custos de produção têm aumentado, levando o setor a revisar suas estratégias de compra e uso de insumos.

Os efeitos dessa escalada nos preços e na disponibilidade de fertilizantes já são visíveis, já que em certos setores houve um aumento de até 100% nos preços dos insumos. Para o segundo semestre, a movimentação intensa de fertilizantes cria um risco adicional de gargalos em portos, rodovias e fábricas.

Diante desse cenário, a adoção de estratégias de negociação antecipada, contratos de longo prazo e um monitoramento constante do mercado aparecem como medidas cruciais para garantir o abastecimento e reduzir a exposição à volatilidade. Soto enfatiza que a gestão das compras de fertilizantes e químicos industriais deve ser cada vez mais profissionalizada, considerando a forte dependência de fornecedores estrangeiros e os desafios que a produção interna enfrenta em relação aos custos e competitividade.

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As compras de fertilizantes e químicos industriais precisam ser tratadas cada vez mais de forma estratégica dentro das empresas. O Brasil ainda depende fortemente de fornecedores externos, enquanto a produção nacional enfrenta desafios de custo e competitividade. Isso reforça a necessidade de planejamento e de uma gestão mais profissionalizada dos insumos.

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