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Agronegócio
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Desigualdade de gênero no agronegócio limita avanço feminino

Estudo revela barreiras para mulheres no setor rural no Brasil

Acro Rodrigues29 de junho de 2026 às 17:45
Desigualdade de gênero no agronegócio limita avanço feminino

Um novo levantamento realizado pela Fundação IDH, sob o Fundo AGRI3, destaca que, apesar do aumento da presença feminina no agronegócio, barreiras persistem, restringindo seu papel no setor. A pesquisa 'Mulheres nas Cadeias de Valor do Agronegócio Brasileiro' revela que a desigualdade salarial, o acesso limitado a propriedades agrícolas e a escassez de representação em posições de liderança impõem desafios significativos ao as mulheres que atuam na área.

Contexto da Propriedade Rural

O estudo indica que, das 5,07 milhões de propriedades rurais no Brasil, apenas 19% (947.000) são administradas por mulheres. No entanto, essas gestor notas controlam apenas 8,5% da área rural do país, que totaliza cerca de 30 milhões de hectares, com a maioria concentrada em pequenas propriedades, muitas vezes herdadas ou ligadas à agricultura familiar.

O Papel Feminino nas Cadeias Produtivas

O relatório examina o papel das mulheres em seis cadeias produtivas essenciais: soja, cana-de-açúcar, citros, cacau, café e pecuária. A análise revela que a pecuária tem sido o motor de crescimento feminino nesse setor, mostrando um aumento de 55% de mulheres à frente de fazendas entre 2006 e 2017, totalizando 450.700 gestoras.

Fazendas geridas por mulheres tendem a ser mais sustentáveis e humanizadas.

Embora todas as cadeias tenham visto um aumento na presença feminina, a liderança varia significativamente. Por exemplo, na cadeia do cacau, mulheres gerem 22% das propriedades, mas apenas 13% da área total. No setor de citros, elas representam 18% das fazendas, enquanto na soja, são 17% da força de trabalho. O café apresenta ainda mais desafios, com apenas 13,2% de gestão feminina.

Desafios e Barreiras à Inclusão

As barreiras à inclusão de gênero no agronegócio são evidentes, como a sucessão familiar que muitas vezes favorece homens para herdar propriedades. Além disso, o papel das mulheres frequentemente é visto como secundário, resultando em menores remunerações e limitações no acesso ao crédito devido à falta de títulos de terra em seu nome.

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Fechar as lacunas de gênero no agronegócio brasileiro é tanto um imperativo moral quanto uma alavanca para a resiliência econômica e ambiental

Luiz Almeida, Fundação IDH

O relatório propõe várias recomendações para melhorar a situação, como o desenvolvimento de mecanismos financeiros inclusivos, a implementação de políticas que priorizem produtos de propriedades lideradas por mulheres e programas de capacitação técnica adaptados a suas necessidades. Sugere também a criação de redes de mentoria e canais para denúncias de assédio, além da oferta de infraestrutura de apoio para facilitar a participação feminina.

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