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Agronegócio
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El Niño de 2026 pode desafiar agricultores brasileiros

Produtores devem se preparar para incertezas climáticas na safra

Mariana Souza27 de maio de 2026 às 18:40
El Niño de 2026 pode desafiar agricultores brasileiros

A expectativa de formação do fenômeno El Niño em 2026 deve criar desafios significativos para os agricultores brasileiros, reduzindo as opções operacionais no campo e complicando a próxima safra.

A ADAMA, empresa que atua no setor agrícola, expressou preocupação com a crescente instabilidade climática e os impactos que isso pode ter em atividades cruciais como o plantio, a pulverização e o manejo fitossanitário.

Projeções indicam que a instabilidade climática exigirá janelas operacionais mais curtas e aumentará o risco de atrasos e perdas na produção.

Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, ressalta que os agricultores enfrentarão o desafio não só de interpretar as previsões climáticas, mas também de realizar operações em prazos adequados.

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O desafio não será apenas entender a previsão climática. Será conseguir operar dentro das janelas corretas

Rafael Mancini

Condições climáticas adversas podem impactar diretamente a capacidade operacional das propriedades rurais. Em áreas com chuvas intensas, por exemplo, o acesso das máquinas ao solo cultivado pode ser prejudicado, atrapalhando pulverizações e que afetem a eficiência das aplicações.

Mancini explica que, mesmo com o conhecimento do que precisa ser feito, os produtores podem enfrentar dificuldades para agir no momento certo. A escolha correta do produto e o tempo de aplicação tornam-se ainda mais críticos sob condições instáveis.

Além disso, a ocorrência do El Niño pode afetar diversas fases do manejo agrícola. Isso inclui a plantabilidade, o desenvolvimento das culturas e a eficácia de herbicidas, bem como aspectos como a qualidade das aplicações e o timing da colheita.

Em regiões mais úmidas, o aumento da umidade e o prolongamento do molhamento foliar favorecem o surgimento de doenças nas plantações, enquanto em áreas secas, o estresse hídrico pode comprometer o crescimento das plantas e aumentar a prevalência de pragas.

A variabilidade climática pode acentuar a disparidade entre produtores com maior capacidade de adaptação e aqueles que dependem de correções ao longo da safra. Mancini destaca que o planejamento eficaz é crucial para navegar por essas dificuldades.

Decisões estratégicas como escolher cultivares mais resistentes, planejamento logístico e monitoramento frequente das lavouras se tornam vitais para o sucesso na safra.

O clima continua a ser um fator determinante, mas a preparação e a capacidade de resposta dos agricultores durante o ciclo produtivo são essenciais para atingir resultados positivos, conclui Mancini.

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