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Agronegócio
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El Niño impacta safra de soja e milho dos EUA e Brasil

Previsão de alta nos EUA pode gerar riscos no Brasil

Mariana Souza26 de maio de 2026 às 15:15
El Niño impacta safra de soja e milho dos EUA e Brasil

Com a atual safra 2026/27 dos Estados Unidos em fase de plantio, o mercado analisa as influências do fenômeno El Niño na produtividade e nos preços da soja e do milho. De acordo com a consultoria Biond Agro, embora a situação climática possa beneficiar a produção americana a curto prazo, também eleva preocupações para as colheitas no Brasil.

Em anos de El Niño intenso, os EUA alcançam um aumento de 123% na produtividade, enquanto o Brasil enfrenta uma queda de 9%.

Dados revelam que, em casos de El Niño forte, a Argentina apresenta um modesto avanço de 2% na produção. Isabella Pliego, especialista em inteligência e estratégia da Biond Agro, enfatiza que o foco do mercado se volta para o impacto do clima nas lavouras americanas neste momento crítico de desenvolvimento.

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Se o clima beneficiar o crescimento das culturas nos EUA durante a fase de floração e enchimento de grãos, isso poderá resultar em uma safra maior, pressionando os preços em Chicago

Isabella Pliego.

A atenção será redobrada em relação ao Brasil no segundo semestre, quando se inicia o plantio da soja, previsto entre setembro e outubro. O maior desafio estará na irregularidade das chuvas em regiões essenciais para a produção, segundo a análise.

Cenário das Culturas

O Sul do Brasil pode ter mais umidade, enquanto Mato Grosso, Matopiba e parte do Centro-Oeste correm o risco de enfrentar chuva irregular e calor intenso, impactando negativamente a safra.

Enquanto isso, na Argentina, o plantio prossegue entre outubro e dezembro, e a presença do El Niño tende a favorecer a umidade, impulsionando a recuperação da soja e do milho no país. O impacto nas cotações poderá evoluir ao longo da temporada.

Uma safra maior nos EUA pode inicialmente abaixar os preços, mas problemas climáticos no Brasil podem elevar as cotações novamente.

Se Mato Grosso sofrer com atrasos ou irregularidade nas chuvas, isso poderia se tornar um fator de alta nos preços, dado que o estado é crucial para a exportação de soja do Brasil. Pliego conclui que, diante de um cenário de incertezas climáticas, o mercado já considera um 'prêmio climático' nos preços, refletindo a possibilidade de perdas na oferta global do produto.

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