Pesquisa da UFV mostra variações na deposição de produtos nas partes inferiores das plantas.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) avaliou a eficácia de seis modelos de pontas de pulverização em afetar a deposição de fungicidas nas partes inferiores das plantas de soja, revelando importantes variações.
Os testes foram conduzidos em duas safras, utilizando um volume de 200 litros de calda por hectare sob pressão de 5 bar. Os resultados mostraram que, no início do florescimento, a densidade de impactos absorvidos variou entre 21 e 132 por centímetro quadrado, enquanto a cobertura das folhas abaixo variou de 2% a 12,4%.
✨ A densidade de impactos na região inferior das plantas representou entre 8% e 32,5% da observada no topo, indicando uma redução considerável, mas não necessariamente uma perda efetiva de calda.
Além disso, em testes laboratoriais, o cone TXA8003 apresentou 37,2% do volume em gotas menores que 100 micrômetros, enquanto o leque duplo GAT11002 apresentou 13,9%, sugerindo um menor potencial de deriva, embora não tenha indicado uma redução correspondente na perda de defensivos no campo.
A produtividade com a aplicação do fungicida variou entre 63,5 e 67,4 sacas por hectare, em contraste com 41,9 sacas nas áreas sem tratamento. Apesar dos ganhos, não houve diferença estatística relevante entre as pontas de pulverização avaliadas.
Os produtores são aconselhados a levar em conta a cobertura, a densidade de impactos no alvo e as características das gotas na hora de escolher a ponta de pulverização, já que o volume aplicado não garante a eficácia na distribuição da calda.
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