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Agronegócio
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EUA excluem açúcar do Brasil da nova sobretaxa, impactando exportações

Tarifas e cotas reduzem acesso brasileiro ao mercado americano.

Gabriel Rodrigues27 de julho de 2026 às 15:25
EUA excluem açúcar do Brasil da nova sobretaxa, impactando exportações

Os Estados Unidos desconsideraram a sobretaxa de 12,5% sobre o açúcar brasileiro que entra no país sob um regime de cotas, de acordo com a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio). Com essa decisão, o produto ficará sujeito apenas a uma tarifa de 25%.

Essa tarifa de 25% foi instaurada em meio a investigações da Seção 301, enquanto a sobretaxa de 12,5% foi anunciada pelo governo Trump na semana passada, visando produtos de vários países devido a questões relacionadas ao trabalho forçado.

A cota de açúcar exportada pelo Brasil foi reduzida de 156 mil para 100 mil toneladas, afetando diretamente usinas do Norte e do Nordeste.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) implementou essa alteração, que começa a vigorar a partir do ano fiscal de 2027, que inicia em outubro. O açúcar exportado dentro da cota será taxado em 25%, enquanto exportações acima desse limite enfrentarão uma sobretaxa de 37,5%.

Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio, expressou preocupações sobre a incerteza gerada por essa nova medida, ressaltando que não há clareza sobre a duração da redução da cota, nem se o volume poderá ser ajustado no futuro.

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“É uma medida que alimenta o vaivém de imprevisibilidade, que ao final do dia provoca toda sorte de desarranjos no segmento da cana. Vamos acompanhar os desdobramentos.”

Renato Cunha

Cunha também comentou sobre a exigência dos EUA de que o Brasil elimine a tarifa sobre as importações de etanol, o que pode aumentar a concorrência do biocombustível americano, especialmente no Nordeste.

“As exportações de açúcar ainda estão limitadas por cotas, enquanto os Estados Unidos insistem em exportar etanol sem taxas. Isso não é uma negociação, mas uma imposição”, afirmou o presidente-executivo.

Ele finalizou afirmando que os EUA têm um excedente de etanol, sem avanços nas políticas de mistura com gasolina, e desejam alterar essa dinâmica ao vender etanol para o Brasil, que não necessita dessa importação.

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