Mercados reagem à criação de vagas e tensões no Oriente Médio

Nesta sexta-feira (5), o dólar opera em alta, cotado a R$ 5,1179, apresentando um aumento de 1,01% perto das 10h50. No pico, a moeda alcançou a cotação de R$ 5,1209, enquanto o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, registrava uma leve queda de 0,22%, aos 169.956 pontos.
Os novos dados de emprego divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA, que mostraram a criação de 172 mil vagas em maio, superaram as expectativas do mercado, que previu apenas 85 mil. Apesar da desaceleração em relação ao mês anterior, esses números criam dúvidas sobre a direção da política de juros do Federal Reserve, sugerindo que novos aumentos podem ser necessários para controlar a inflação.
✨ A política de juros nos EUA impacta diretamente o Brasil, influenciando a Selic e a atração de investimentos estrangeiros.
As constantes tensões no Oriente Médio também estão moldando o cenário econômico. O Líbano acusou o Irã de usar o país como moeda de troca nas negociações com os EUA, enquanto os ataques aéreos continuam. Mesmo em meio a essa instabilidade, o preço do petróleo caiu, com o barril do Brent caindo 0,97%, para US$ 94,11.
O dólar acumulou uma alta de 0,48% na semana e se manteve estável em relação ao mês. Em contraste, o Ibovespa apresentou queda de -1,99% tanto na semana quanto no mês.
Os EUA estão sob pressão para implementar tarifas adicionais de 12,5% sobre produtos de países, incluindo o Brasil, que não têm um controle eficaz sobre a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Esta nova taxa surgiu um dia após uma tarifa de 25% ser anunciada sobre produtos brasileiros.
Com as incertezas persistindo nas negociações com o Irã e suas repercussões econômicas, os investidores devem permanecer atentos ao contínuo desenvolvimento dos mercados globais.
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Jornalista especializado em Economia

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