EUA registram vendas de 2,13 milhões de toneladas de milho
Volume supera expectativas e aponta aumento na demanda

Na semana encerrada em 14 de maio, exportadores dos Estados Unidos comercializaram 2,13 milhões de toneladas de milho referente à safra 2025/26, conforme indicado em relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Esse volume representa um aumento em comparação à semana anterior e uma surpreendente alta de 71% sobre a média das últimas quatro semanas.
Além disso, no acumulado das safras 2025/26 e 2026/27, as vendas externas totalizaram 2,4 milhões de toneladas. Desse montante, 281,4 mil toneladas foram destinadas ao ciclo 2026/27, com embarques para o México, Jamaica e outros destinos não divulgados. No geral, essa cifra superou as estimativas de analistas que variavam entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas.
✨ Principais compradores incluem Japão e Coreia do Sul.
Os principais compradores da safra 2025/26 foram o Japão, com 779,8 mil toneladas, seguido pela Coreia do Sul (463,8 mil toneladas), México (342,2 mil toneladas), Colômbia (157,6 mil toneladas) e Espanha (124 mil toneladas). Entretanto, o volume de vendas foi impactado por uma redução de 356,5 mil toneladas para destinos desconhecidos.
Nos embarques realizados, o total foi de 1,45 milhão de toneladas, representando uma queda de 13% em relação à semana anterior e uma redução de 21% sobre a média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos desses envios foram Japão (441 mil toneladas), México (385,3 mil toneladas), Colômbia (93,9 mil toneladas), Taiwan (81,3 mil toneladas) e Arábia Saudita (74,2 mil toneladas).
Importância dos dados do USDA
As informações do USDA são cruciais para entender a demanda internacional por milho dos EUA, especialmente em um mercado competitivo. O desempenho das exportações influencia diretamente a formação de preços e a competitividade do milho na cena global, incluindo o Brasil.
O relatório indica que as vendas externas de milho dos EUA estão acima do que o mercado havia antecipado. No entanto, o impacto sobre os preços e os fluxos comerciais dependerá da continuidade da demanda nas próximas semanas, bem como do comportamento da oferta e da competitividade entre os principais países exportadores.
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