Produção de coprodutos de etanol de milho crescerá rapidamente.

A indústria brasileira de etanol de milho está se preparando para uma rápida expansão, especialmente em relação aos coprodutos DDG (Grãos Secos de Destilaria) e DDGS (Grãos Secos de Destilaria com solúveis de fermentação), que são altamente nutritivos e usados predominantemente na alimentação animal.
Durante um recente evento promovido pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), especialistas discutiram como o aumento da produção de etanol de milho se alinha com o crescimento da pecuária, especialmente em sistemas como confinações e terminação intensiva a pasto.
✨ O Brasil poderá ter até 60 biorrefinarias de milho operando até 2030, com previsão de produção de 15 milhões de toneladas de DDG.
De acordo com João Otávio de Assis Figueiredo, especialista da Datagro, esta integração entre etanol e criação de gado é crucial para a intensificação da produção. Atualmente, 35% da carne bovina brasileira é destinada à exportação, o que pressiona por um aumento na eficiência e na introdução de tecnologias na alimentação animal.
O mercado externo, principalmente a China, está se mostrando cada vez mais importante, com o país se tornando o principal importador da carne bovina nacional, o que afeta diretamente a demanda por DDG e DDGS.
As estimativas apontam para um aumento no consumo interno de DDG, que pode ultrapassar 10 milhões de toneladas até 2030, impulsionado pela bovinocultura, suinocultura e produção de leite.
Entretanto, para equilibrar a oferta e a demanda, é essencial diversificar os mercados. Pedro Veiga, gerente da Cargill, ressaltou a necessidade de não depender apenas da pecuária confinada, mas também explorar sistemas de pasto e diferentes segmentos.
O modelo de produção tropical do Brasil é um diferencial competitivo, pois permite a combinação de pastagem e suplementação alimentar, favorecendo o uso do DDG.
Além disso, o Brasil está se destacando no mercado internacional de DDG. Em parceria com a ApexBrasil, a UNEM promove um programa para promover o DDG nacional, focando em mercados da Ásia e do Oriente Médio, ressaltando sua qualidade e sustentabilidade.
A entrada de novas exportações e a coordenação entre as cadeias produtivas são vistas como essenciais para garantir a competitividade e o sucesso do DDG no exterior.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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