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Agronegócio
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Expectativa de Queda na Produção de Milho para a Safra 2025/26 no Brasil

Expansão de área cultivada é prevista, mas com redução significativa na produção total.

Tiago Abech30 de março de 2026 às 07:10
Expectativa de Queda na Produção de Milho para a Safra 2025/26 no Brasil

A nova temporada de milho no Brasil indica um leve crescimento na área plantada, contudo, as previsões apontam para uma redução na produção total. Essa situação é decorrente de ajustes entre as safras e a influência das condições climáticas durante o ciclo.

Mudanças na Distribuição de Safras

Conforme informações do Rally da Safra, há mudanças significativas na distribuição entre a primeira e a segunda safra, assim como os efeitos do calendário de plantio sobre o potencial produtivo. A área total esperada para 2025/26 é de 22,9 milhões de hectares, representando um aumento de 2,7% em comparação com o ciclo anterior.

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A expansão é liderada pela segunda safra, que avança 2,5% e chega a 18,5 milhões de hectares

Rally da Safra

Apesar do aumento da área cultivada, a projeção total de produção é de 141,6 milhões de toneladas, com uma diminuição de 6,2% em relação ao ano anterior.

Produção por Safra

A segunda safra deverá cair para 114,5 milhões de toneladas, uma retração de 7,6%, enquanto a primeira safra terá uma leve alta, totalizando 27,1 milhões de toneladas.

O avanço do plantio da safrinha continua em um ritmo semelhante ao dos últimos anos, mas com um pequeno atraso em algumas fases em comparação com a média de cinco anos, embora haja convergência ao longo de março.

A dependência das lavouras por chuvas em períodos mais tardios está aumentando, especialmente nas áreas que não foram semeadas na janela ideal.

Particularmente em estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná, cresce a porcentagem de áreas que necessitam de chuvas em maio para garantir o potencial produtivo.

Simulações indicam que o atraso no plantio incrementa o risco climático. Em Goiás e Mato Grosso, áreas semeadas em março mostram maior vulnerabilidade a uma diminuição nas chuvas a partir da segunda metade de abril, possivelmente resultando em perdas na produtividade.

No entanto, a continuidade das chuvas até abril e maio pode garantir um desempenho satisfatório mesmo nas lavouras mais tardias.

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