Brasil embarca 171 mil cabeças, com receita de US$243,9 milhões

As exportações de bovinos vivos do Brasil em agosto de 2026 apresentaram um desempenho recorde, com o envio de 171 mil cabeças. Este número representa um aumento de 109,4% em comparação com agosto de 2025 e supera o recorde anterior de 125 mil animais, registrado em 2024.
A receita obtida com essas exportações totalizou US$243,9 milhões, marcando uma alta de 182,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Scot Consultoria.
No acumulado do ano, de janeiro a agosto, o Brasil exportou 917,6 mil bovinos, o melhor resultado para o período na série histórica. Esse volume representa 87,4% do total exportado em 2025, que foi de 1,05 milhão de cabeças.
✨ O Pará destacou-se como o maior exportador em agosto, com 65,9% dos embarques, totalizando 112,6 mil cabeças, um aumento quase quatro vezes maior que o registrado em agosto de 2025.
Os principais destinos das exportações foram a Turquia, com 62,2 mil cabeças (36,4%), seguida por Marrocos (21,9%) e Iraque (20,6%). Esses três países representaram 79% das importações de gado vivo brasileiro.
A analista de mercado da Scot, Roselena Sestari, ressaltou que, embora os números de agosto sejam impressionantes, o comportamento do mercado em 2026, caracterizado por picos e vales, sugere que a continuidade desse crescimento ainda é incerta.
Ela advertiu que a forte dependência de poucos mercados, como Turquia, Marrocos e Iraque, constitui um risco, uma vez que mudanças nas regras comerciais ou reduções nas compras desses países poderiam impactar drasticamente as exportações.
Por fim, um fator a ser observado é o Projeto de Lei (PL) 1.026/2026, que busca proibir o transporte marítimo de animais vivos para fins comerciais. Essa proposta já está pronta para análise na Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados, onde o relator se posicionou contra sua aprovação.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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