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Agronegócio
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Exportações brasileiras de soja permanecem robustas em maio

Com 14,8 milhões de toneladas, Brasil lidera mercado global

João Pereira12 de junho de 2026 às 18:15
Exportações brasileiras de soja permanecem robustas em maio

As exportações de soja do Brasil se mantiveram em um patamar elevado em maio, somando 14,8 milhões de toneladas, com a China como o principal comprador, de acordo com a análise publicada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

O desempenho das transações comerciais internacionais é monitorado, especialmente em função das negociações recentes entre China e Estados Unidos, ocorridas em meados de maio. A expectativa é que os importadores chineses aumentem suas aquisições de soja dos EUA nas próximas semanas, embora, até agora, essa previsão não resulte em grandes volumes.

O preço do dólar, que atingiu R$ 5,17, contribuiu para a recuperação dos preços da soja no Brasil.

No Brasil, a queda dos preços em Chicago foi em parte compensada pela valorização do dólar em relação ao real. Essa apreciação da moeda americana permitiu que os preços internos da soja se estabilizassem, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os valores se aproximaram de R$ 115,00 por saca. Nas outras regiões produtoras do país, os preços variaram entre R$ 101,00 a R$ 115,00 por saca.

Para o mês de junho, o Brasil espera exportar 14,4 milhões de toneladas de soja, superando as 13,8 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior, com projeções da Ceema indicando um total de 72,9 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre de 2026.

No que diz respeito aos derivados da soja, a previsão é que o Brasil embarque 2,3 milhões de toneladas de farelo em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Contexto sobre medidas fitossanitárias

O vazio sanitário da soja em Mato Grosso começou no dia 8 de junho e deve durar até 7 de setembro. Durante esse período, a presença de plantas vivas de soja é proibida nas lavouras e áreas adjacentes para o controle de doenças.

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