Produção de soja no Brasil atinge recorde em 2025/26
Estimativa aponta 178,11 milhões de toneladas para a safra

A produção de soja no Brasil para a safra 2025/26 deve totalizar 178,11 milhões de toneladas, marcando um crescimento de 3,7% em relação à safra anterior, que foi de 171,84 milhões de toneladas. A previsão vem da consultoria Safras & Mercado.
Essa nova estimativa é superior à projeção anterior de 27 de fevereiro, que era de 177,72 milhões de toneladas. O aumento na área cultivada também é significativo, com um avanço estimado de 1,8%, totalizando 48,48 milhões de hectares, comparado aos 47,64 milhões de hectares da safra anterior.
""Houve alguns ajustes pontuais em determinadas regiões, mas o cenário geral permanece consistente, com a nova previsão consolidando o Brasil como o principal fornecedor da commodity no mercado global."
✨ A produtividade média deve aumentar de 3.625 quilos por hectare para 3.692 quilos.
Impactos regionais na produção
Embora a colheita já tenha avançado mais de 90%, algumas regiões enfrentaram condições adversas. No Rio Grande do Sul, a previsão foi reduzida para 20,2 milhões de toneladas devido a restrições hídricas neste verão, com rendimento médio esperado em 49,3 sacas por hectare.
Por outro lado, a situação é mais promissora no Centro-Oeste, com Mato Grosso prevendo uma colheita robusta de 49,6 milhões de toneladas e Mato Grosso do Sul se encaminhando para um recorde de 16,7 milhões de toneladas, acompanhado de uma produtividade média de 3.630 kg por hectare.
Minas Gerais também se destaca, com uma estimativa de 9,8 milhões de toneladas e rendimento médio de 4.040 kg por hectare.
Previsões para oferta e demanda
As exportações de soja do Brasil para 2026 devem totalizar 105 milhões de toneladas, uma queda em comparação às 108,18 milhões de toneladas de 2025. Além disso, o esmagamento interno foi revisado para 61,8 milhões de toneladas, apresentando um aumento de 6% em relação ao ano anterior.
Para 2026, a oferta total de soja está projetada para aumentar em 5%, atingindo 182,82 milhões de toneladas, com a demanda se mantendo em 170,22 milhões de toneladas. Os estoques finais devem saltar 179%, de 4,51 milhões para 12,6 milhões de toneladas.
""O quadro de oferta e demanda passou por ajustes necessários para refletir o momento do setor. As margens da indústria de esmagamento têm sido robustas, o que não se via há algum tempo."
Apesar do conforto nas estimativas de estoque, o analista alerta que isso pode limitar a força dos prêmios no segundo semestre, especialmente se a China retornar ao mercado americano com compras significativas.
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