Frigoríficos brasileiros enfrentam desafios com a cota chinesa em 2026

As exportações de carne bovina do Brasil destinados à China sofreram uma queda drástica em julho, com os embarques reduzidos à metade em comparação com o mês anterior. Os frigoríficos nacionais enviaram 85,7 mil toneladas da carne à China, o pior desempenho mensal registrado em 2026.
Com essa baixa, a receita arrecadada caiu 50,3%, totalizando US$ 537,8 milhões, em contraste com US$ 1,08 bilhão obtidos em junho. A situação se agrava ainda mais quando comparada ao mesmo período do ano passado, resultando em um recuo de 16,1% nas vendas totais e 5,5% no faturamento.
✨ A cota chinesa de 1,106 milhão de toneladas indica que mais de 80% dela já foi preenchida até junho, pressionando o mercado.
De acordo com dados de consultoria, os abates de gado no Brasil recuaram 21,5% em julho, reflexo da menor demanda e do ajuste necessário em toda a cadeia produtiva. Embora a quantidade de carne embarcada pelo Brasil tenha sido de 264,4 mil toneladas, o faturamento total no mês caiu para US$ 1,58 bilhão.
No ano, as estadísticas são mais positivas, com um aumento de 9,9% em volume e 28,3% em valor, somando US$ 5,3 bilhões em receitas até o momento. Contudo, a alta nos preços médios da carne bovina atingiu 20,8% de janeiro a julho, demonstrando uma dinâmica contraditória de oferta reduzida e demanda ainda forte.
Os dados refletem o desempenho das exportações de carnes in natura, industrializadas e salgadas, além de gorduras e miúdos, com a cota chinesa limitando as possibilidades de venda.
Os frigoríficos começaram a reduzir a produção e os embarques para a China para evitar que as cargas fossem sobretaxadas devido ao excesso no preenchimento da cota antes do encerramento do ano. Essa situação trendou a uma expectativa de que os volumes exportados diminuíssem ainda mais em agosto.
Alternativas estão sendo buscadas, com as exportações para mercados, como os Estados Unidos, e o Chile aumentando lentamente. As compras do Chile cresceram 50,2%, enquanto a União Europeia também elevou a aquisição de carne brasileira em 52,6%.
"As exportações para a China tiveram o pior resultado do ano em julho de 2026 e o ritmo diário das exportações de carne bovina caiu substancialmente
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