Queda na quantidade exportada é compensada por preços elevados.

Entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg, representando uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, durante a qual foram exportadas 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, a receita total alcançou US$ 13,6 bilhões, quase equivalente aos US$ 13,7 bilhões da safra 2024/25. Esses números indicam que os preços altos sustentaram financeiramente o setor, conforme aponta o Cecafé.
O desempenho negativo nas exportações é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a diminuição da produção na última temporada e os estoques nacionais que estão em níveis historicamente baixos. À medida que a safra avançou, o volume de café disponível para a venda diminuiu progressivamente.
✨ Os altos preços durante o período incentivaram os produtores a manter suas colheitas, resultando na falta de urgência para vender o resto do estoque.
Pesquisadores do Centro de Pesquisas indicam que a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar notoriedade em maio, com negociações se intensificando. No entanto, essa nova fase não traz garantia de embarques imediatos, pois o café recém-colhido necessita de tempo para processamento e beneficiamento.
Espera-se que algum impacto da nova safra nas exportações comece a ser visível nos relatórios de embarque a partir de junho, embora inicialmente de forma modesta.
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