Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Exportações de feijão do Paraná caem enquanto Brasil cresce

Queda nas vendas externas paranaenses contrasta com aumento nacional

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 15:45
Exportações de feijão do Paraná caem enquanto Brasil cresce

As exportações de feijão do Paraná caíram significativamente no primeiro semestre de 2026, totalizando 11,8 mil toneladas. Isso contrasta com o aumento de 10% nas exportações no restante do país, que passaram para 149,3 mil toneladas.

Análise dos Dados do Deral

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), as exportações do Paraná diminuíram em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 33,7 mil toneladas. Essa queda é atribuída a alterações nas compras internacionais, especialmente de Portugal e Guatemala, que se tornaram compradores de feijão ao invés de mercados tradicionais como México e Venezuela.

O feijão-mungo-preto teve aumento considerável nas exportações, enquanto o feijão-preto enfrentou queda.

O desempenho das variedades de feijão apresenta um quadro interessante: enquanto o feijão-mungo-preto teve um aumento significativo de 27,2 mil toneladas, alcançando 78,2 mil toneladas no semestre, o feijão-preto enfrentou uma queda dramática de 22,6 mil toneladas, passando de 38,8 mil para 16,1 mil toneladas.

Essa última queda se torna ainda mais impactante, considerando que o Paraná é o principal produtor nacional dessa variedade. A redução nas exportações paranaenses afetou diretamente a receita do estado.

Contexto do Mercado Externo

A alternância frequente de compradores está tornando o setor mais vulnerável. O Paraná tem oportunidade de conquistar novos mercados, mas ainda enfrenta desafios para estabelecer relações comerciais duradouras.

Além disso, as importações de feijão pelo Brasil aumentaram de 4,9 mil para 22,3 mil toneladas entre os primeiros semestres de 2025 e 2026. O Paraná respondeu por mais de 20 mil toneladas, com a maior parte vindo da Argentina.

Embora os níveis de importação ainda estejam abaixo dos recordes da década anterior, a alta foi suficiente para impactar negativamente a balança comercial do produto no estado, mesmo com o preço médio da tonelada exportada pelo Paraná sendo superior ao do feijão importado.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio