Portos do Arco Norte agora lideram as exportações brasileiras

Até julho de 2026, os portos do Arco Norte responderam por 46,1% das exportações brasileiras de milho, uma elevação expressiva em relação aos 35,5% do mesmo período de 2025. Este crescimento se destaca em um contexto onde as exportações totais de milho atingiram 9,83 milhões de toneladas, 10,5% a mais do que as 8,89 milhões de toneladas exportadas no ano anterior.
Além do milho, as exportações de soja também tiveram uma performance positiva,com um total de 82,96 milhões de toneladas enviadas, um aumento significativo de 7,8% na comparação anual. O estado de Mato Grosso, por ser o maior produtor do país, desempenhou um papel fundamental nas vendas externas de ambas as commodities.
A dinâmica das exportações de milho mostrou mudanças significativas, com o Arco Norte se consolidando como um protagonista. O porto de Barcarena, no Pará, movimentou 1,77 milhão de toneladas de milho, quase 2,4 vezes mais que as 727 mil toneladas do ano anterior até julho deste ano. Em Santarém, também no Pará, os embarques aumentaram de 1,05 milhão para 1,5 milhão de toneladas.
✨ Enquanto os portos do Norte ganharam terreno, corredores tradicionais, como os de Santos e Paranaguá, mostraram quedas nas suas participações nas exportações de milho.
Em relação à soja, o Arco Norte manteve sua participação em 39,03% dos embarques de janeiro a julho, com um aumento do volume absoluto para 32,38 milhões de toneladas. Santos continuou como o principal local de envio da oleaginosa, somando 35,74% das exportações.
No estado de Mato Grosso, a influência da colheita avançou para uma estabilização nos preços dos fretes rodoviários em julho. Após um aumento nos meses anteriores, 18 das 25 rotas analisadas pela Conab mostraram declínios nos preços, que variaram de uma queda de 11% a um aumento de 4%.
Em contraste, o Paraná sentiu a pressão do aumento da procura por caminhões, devido à colheita do milho e às exportações de soja, resultando em um aumento considerável nos fretes nos principais corredores.
Em várias outras regiões, como Mato Grosso do Sul e Goiás, o quadro de fretes mostraram comportamentos distintos, com algumas registrando quedas em comparação anual. No entanto, o Distrito Federal viu um aumento significativo nos fretes em comparação ao ano passado. Em relação à importação de fertilizantes, o Brasil viu uma queda de aproximadamente 7,5% nas quantidades recebidas nos primeiros sete meses de 2026.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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