Frete de soja e milho para o Pará aumenta até 50% devido a problemas na BR-163
Custos elevados impactam logística e produtores agrícolas

Recentemente, o transporte de soja e milho para os terminais portuários no Pará se tornou significativamente mais caro. Em julho deste ano, o custo médio por tonelada para rotas até Miritituba alcançou R$ 310, enquanto o trajeto até Santarém viu um aumento entre 30% e 50%, de acordo com levantamento da Frete.com.
Com a colheita da soja, os preços de transporte voltaram a subir, mantendo-se elevados em relação ao ano anterior até mesmo para a segunda safra de milho no primeiro semestre de 2026. Federico Vega, CEO da Frete.com, nota que essas altas nos preços devem continuar enquanto houver a ‘safrinhas’, com uma possível estabilização mais pronunciada apenas após a entressafra no final do ano.
"O desequilíbrio entre oferta e demanda é o principal responsável por essa elevação nos custos. As limitações na oferta de caminhões grandes, que transportam 98% da carga, e as deficiências de infraestrutura também contribuem para o aumento dos preços.
Problemas de infraestrutura na BR-163, que ainda possui trechos não pavimentados, dificultam o transporte e afetaram a eficiência, especialmente em épocas de chuva. Apesar de o Arco Norte oferecer as tarifas totais de transporte mais baixas para o norte de Mato Grosso, o custo por quilômetro é elevado em comparação com rotas mais estabelecidas, o que se deve a limitações estruturais e baixa eficiência operacional.
✨ Os problemas na BR-163 resultam em aumentos significativos nos custos de transporte, impactando negativamente produtores e logística.
Representantes do setor de logística têm pressionado o governo em busca de soluções. Recentemente, Edeon Vaz, da Adecon, apresentou imagens de várias áreas danificadas da rodovia durante uma reunião com o Ministério dos Transportes. As condições precárias da estrada, que resultam em longos períodos de viagem e riscos para os motoristas, foram evidenciadas por uma comparação do tempo necessário para chegar de Santarém a Rurópolis, agora em cerca de oito horas.
Os reparos no segmento entre Rurópolis e Santarém já foram autorizados, segundo informações do DNIT, que relatou que a execução está sob responsabilidade de três empresas. O DNIT também destacou que a licitação para as obras estruturais está em fase de análise.
Contexto
Os problemas de infraestrutura nas estradas impactam não apenas os custos, mas também a segurança e a eficiência logística nas operações de transporte agrícola, especialmente em períodos de pico de safra.
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