Efeitos climáticos afetam escoamento por hidrovias e logística agrícola

O fenômeno climático El Niño está elevando as temperaturas em várias partes do Brasil e provoca impactos significativos nas chuvas, especialmente entre o final do inverno e o verão no Hemisfério Sul.
Com precipitações abaixo da média no Norte e Nordeste, e acima da média no Sul, os efeitos podem prejudicar a navegação nas hidrovias que conectam o Centro-Oeste aos portos do Arco Norte.
✨ A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) confirmou a atividade do El Niño, com potencial para se tornar um fenômeno 'muito forte' nos próximos meses.
As previsões da NOAA apontam para um aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que pode afetar negativamente as condições de navegação das hidrovias brasileiras.
O rio pode ter sua altura reduzida em até 0,9 metros em anos de El Niño. Isso diminuiria o fluxo de transporte para os portos, especialmente para grãos como soja e milho.
Em 2026, 2,38 milhões de toneladas de cargas já foram transportadas pela hidrovia do Tapajós, com a soja e milho representando 86% desse total.
Embora as hidrovias tenham ganhado importância, a logística rodoviária ainda é fundamental, representando 66% do escoamento de soja entre 2023 e 2025.
Thiago Cardoso, diretor da nstech, salienta a necessidade de adoção de soluções mais inteligentes e a evolução para uma logística intermodal, que atenda aos desafios climáticos impostos pelo El Niño.
"Os avanços que estamos vendo na intermodalidade são impulsionados pela iniciativa privada, mas as burocracias muitas vezes limitam o crescimento necessário
Com a indiscutível dependência do transporte rodoviário e as ineficiências associadas, o futuro do escoamento de grãos se repousa na combinação de modernização e previsibilidade em políticas de investimento em infraestrutura.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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