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Agronegócio
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Frigoríficos brasileiros suspendem produção com cota chinesa preenchida

Empresas se preparam para férias coletivas até outubro devido à queda na demanda

Gabriel Azevedo30 de junho de 2026 às 05:05
Frigoríficos brasileiros suspendem produção com cota chinesa preenchida

Frigoríficos de várias regiões do Brasil, como Frigol, Better Beef e Plena Alimentos, adotarão férias coletivas e suspenderão atividades em suas plantas a partir de julho. Essa decisão é motivada pela expectativa de que a cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina sem tarifa adicional para a China esteja prestes a ser preenchida.

Impacto da cota chinesa

Com o fechamento da cota, muitos frigoríficos enfrentarão dificuldades no mercado, uma vez que as empresas já sinalizaram uma diminuição na produção. O mercado chinês, que fixa suas cotas para fornecedores como Austrália e Estados Unidos, estabeleceu que a quota brasileira é inferior ao volume exportado em 2025.

Frigol dará férias coletivas de 18 dias a cerca de mil trabalhadores de sua unidade no Pará, responsável por 70% de sua produção para a China.

  • 1Better Beef suspenderá produção em Araçatuba de 20 de julho a 10 de agosto.
  • 2Iguatemi Beef oferecerá férias coletivas para 650 funcionários em Mato Grosso do Sul.
  • 3Plena Alimentos aplicará férias coletivas para 1,5 mil funcionários em Goiás e Tocantins.

Perspectivas para o mercado

A expectativa generalizada entre os executivos do setor é que o interesse da China por carne brasileira se reestabeleça somente em outubro, quando a cota de 2027 começará a valer. A Frigol releva que a produção ainda pode ser reduzida em até 40% mesmo após o retorno dos funcionários às atividades.

Além disso, outras empresas como Astra Foods e Minerva Foods também ajustam suas operações para atender demanda local e de outros mercados, tentando mitigar os efeitos causados pela restrição da cota chinesa.

"

Não conseguimos encaixar em outros mercados toda a produção que a China tomava.

Luciano Pascon, CEO da Frigol.

Contexto

No ano passado, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina. Com a nova cota, as tarifas diferem: 12% dentro da cota e 55% sobre o excedente.

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