Geadas impactam pastagens no Rio Grande do Sul
Baixas temperaturas afetam a produção forrageira e o pastoreio

As geadas ocorridas nas últimas semanas influenciaram negativamente as pastagens em diversas regiões do Rio Grande do Sul, principalmente em áreas mais altas.
Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as baixas temperaturas causaram danos ao campo nativo, afetando a rebrota das forrageiras e reduzindo a oferta de volumoso, situação comum para a época do ano.
✨ Produtores estão recorrendo à sobressemeadura e plantio direto de espécies de inverno, como azevém e aveia.
O levantamento revela que o crescimento de gramíneas como braquiária, tifton, capim capiaçu e kurumi praticamente estagnou devido ao frio intenso. Além disso, as pastagens de verão também apresentaram desenvolvimento reduzido nas regiões mais elevadas.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, os agricultores estão utilizando estratégias de manejo rotativo, fenação e présecagem, além da introdução de forrageiras de inverno para garantir a alimentação do rebanho.
Na região de Bagé, áreas de aveia mostram sinais de estresse por conta das geadas e da falta de chuvas. Há localidades onde a escassez de precipitações por quase três semanas resultou em crescimento comprometido e amarelecimento das folhas.
Em Hulha Negra, as lavouras de trevo plantadas em maio apresentaram uma população abaixo do esperado devido à falta de água, enquanto em áreas de várzea o desenvolvimento dos trevos continua adequado.
Na localidade de Caçapava do Sul, pastagens de aveia e azevém já estão sendo usadas para pastejo, com resultados considerados positivos.
Regiões como Caxias do Sul, Passo Fundo e Soledade apresentam pastagens anuais de inverno com desenvolvimento variando de regular a bom, permitindo o começo do pastejo em áreas mais desenvolvidas.
Em Erechim, as forrageiras de inverno mostraram boa germinação, embora o crescimento esteja mais lento em algumas áreas devido à diminuição das chuvas.
Na região de Frederico Westphalen, o desenvolvimento das forrageiras de inverno está dentro do esperado, e a semeadura de trigo, aveia e azevém continua ativa.
Na localidade de Ijuí, a implantação das pastagens de inverno está quase concluída, com bom estabelecimento, permitindo já o uso para pastejo em algumas propriedades.
Na região de Pelotas, municípios como Pinheiro Machado, Jaguarão e Santana da Boa Vista reportam uma oferta de pastagens nativas variando entre regular e satisfatória, apesar das queimaduras causadas pelas geadas que comprometeram a qualidade das forrageiras.
Em São Lourenço do Sul, tem-se notado um aumento no uso das pastagens cultivadas de inverno em detrimento das áreas de verão e dos campos nativos.
Nas regiões de Porto Alegre e Santa Maria, há poucas forrageiras de inverno prontas para pastejo, dado que a maior parte ainda está em fase inicial de desenvolvimento.
Com a previsão de novas chuvas, os produtores intensificaram a sobressemeadura de azevém nos campos nativos para aumentar a oferta forrageira.
Em Santa Rosa, foram observadas infestações de pulgões e manchas foliares em áreas de aveia. Apesar da diminuição das chuvas, a emergência do azevém em áreas de ressemeadura natural e semeadura a lanço mostra-se satisfatória.
A região já possui áreas aptas para pastejo em cultivos de trigo para duplo propósito e em consórcios de aveia e azevém, enquanto a implantação das pastagens de inverno continua sendo realizada de forma escalonada.
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