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Agronegócio
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Geadas impactam pastagens no Rio Grande do Sul

Baixas temperaturas afetam a produção forrageira e o pastoreio

Tiago Abech02 de junho de 2026 às 19:45
Geadas impactam pastagens no Rio Grande do Sul

As geadas ocorridas nas últimas semanas influenciaram negativamente as pastagens em diversas regiões do Rio Grande do Sul, principalmente em áreas mais altas.

Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as baixas temperaturas causaram danos ao campo nativo, afetando a rebrota das forrageiras e reduzindo a oferta de volumoso, situação comum para a época do ano.

Produtores estão recorrendo à sobressemeadura e plantio direto de espécies de inverno, como azevém e aveia.

O levantamento revela que o crescimento de gramíneas como braquiária, tifton, capim capiaçu e kurumi praticamente estagnou devido ao frio intenso. Além disso, as pastagens de verão também apresentaram desenvolvimento reduzido nas regiões mais elevadas.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, os agricultores estão utilizando estratégias de manejo rotativo, fenação e présecagem, além da introdução de forrageiras de inverno para garantir a alimentação do rebanho.

Na região de Bagé, áreas de aveia mostram sinais de estresse por conta das geadas e da falta de chuvas. Há localidades onde a escassez de precipitações por quase três semanas resultou em crescimento comprometido e amarelecimento das folhas.

Em Hulha Negra, as lavouras de trevo plantadas em maio apresentaram uma população abaixo do esperado devido à falta de água, enquanto em áreas de várzea o desenvolvimento dos trevos continua adequado.

Na localidade de Caçapava do Sul, pastagens de aveia e azevém já estão sendo usadas para pastejo, com resultados considerados positivos.

Regiões como Caxias do Sul, Passo Fundo e Soledade apresentam pastagens anuais de inverno com desenvolvimento variando de regular a bom, permitindo o começo do pastejo em áreas mais desenvolvidas.

Em Erechim, as forrageiras de inverno mostraram boa germinação, embora o crescimento esteja mais lento em algumas áreas devido à diminuição das chuvas.

Na região de Frederico Westphalen, o desenvolvimento das forrageiras de inverno está dentro do esperado, e a semeadura de trigo, aveia e azevém continua ativa.

Na localidade de Ijuí, a implantação das pastagens de inverno está quase concluída, com bom estabelecimento, permitindo já o uso para pastejo em algumas propriedades.

Na região de Pelotas, municípios como Pinheiro Machado, Jaguarão e Santana da Boa Vista reportam uma oferta de pastagens nativas variando entre regular e satisfatória, apesar das queimaduras causadas pelas geadas que comprometeram a qualidade das forrageiras.

Em São Lourenço do Sul, tem-se notado um aumento no uso das pastagens cultivadas de inverno em detrimento das áreas de verão e dos campos nativos.

Nas regiões de Porto Alegre e Santa Maria, há poucas forrageiras de inverno prontas para pastejo, dado que a maior parte ainda está em fase inicial de desenvolvimento.

Com a previsão de novas chuvas, os produtores intensificaram a sobressemeadura de azevém nos campos nativos para aumentar a oferta forrageira.

Em Santa Rosa, foram observadas infestações de pulgões e manchas foliares em áreas de aveia. Apesar da diminuição das chuvas, a emergência do azevém em áreas de ressemeadura natural e semeadura a lanço mostra-se satisfatória.

A região já possui áreas aptas para pastejo em cultivos de trigo para duplo propósito e em consórcios de aveia e azevém, enquanto a implantação das pastagens de inverno continua sendo realizada de forma escalonada.

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