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Agronegócio
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Governo federal ainda define juros do Plano Safra 2026/27

Incertezas financeiras afetam médios e grandes produtores rurais

Gabriel Azevedo26 de junho de 2026 às 05:10
Governo federal ainda define juros do Plano Safra 2026/27

Faltando menos de uma semana para o lançamento do Plano Safra 2026/27, o governo federal ainda não chegou a um consenso sobre as taxas de juros e os valores a serem disponibilizados para médios e grandes produtores. A situação é agravada por um déficit orçamentário que varia entre R$ 120 milhões e R$ 200 milhões, impedindo a equalização das taxas de crédito rural solicitadas pelo Ministério da Agricultura.

A proposta original do ministério pedía cerca de R$ 860 milhões, mas esse valor não foi atendido pelo governo, segundo fontes que acompanham as discussões. O montante necessário, que inclui R$ 570 bilhões em financiamentos com juros de um dígito, está longe do que foi alocado até o momento.

Ministério tenta convencer a equipe econômica sobre a importância dos recursos para garantir um Plano Safra equilibrado.

As dificuldades em convencer a equipe econômica a destinar mais recursos refletem o cenário de aperto fiscal enfrentado pela União. O plano deverá ser discutido entre os ministros e pode chegar até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Contexto da Equalização de Juros

A equalização de juros é o valor que compensa a diferença entre as taxas cobradas pelas instituições financeiras e o valor que o agricultor pagando. Atualmente, a situação está sendo avaliada com uma disparidade que ainda não atende às expectativas iniciais do ministério.

Nesta semana, foi realizada uma nova rodada de simulações que reduziu o pedido inicial para R$ 200 milhões e, em seguida, para R$ 120 milhões, embora a definição sobre a real disponibilidade de recursos ainda permaneça em aberto.

O ministério busca garantir a sustentabilidade do crédito rural em um cenário de alta de endividamento, priorizando também condições favoráveis para a concessão de financiamentos.

Expectativas para a Agricultura Familiar

No Ministério do Desenvolvimento Agrário, houve progresso nas discussões, com expectativas de que pouco mude em relação ao orçamento da safra anterior. As taxas de juros para agricultores familiares variam de 2% a 6% ao ano, com foco em fomentar o acesso ao crédito para mulheres e jovens.

Embora o governo tenha estimado um orçamento de R$ 13,5 bilhões para a equalização na safra de 2025/26, já se projeta que esse custo aumentará nas próximas temporadas, em virtude dos novos pedidos do setor.

A pressão fiscal e a necessidade de ajustes nas taxas permanecem como um desafio para o governo.

O cenário econômico atual, com a taxa Selic ainda elevada, aplica pressão adicional sobre as finanças do Tesouro Nacional. O governo nacional continua buscando maneiras de ajustar os juros para que aqueles que produzem alimentos tenham acesso às melhores condições possíveis.

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