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Agronegócio
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Plano Safra 2026/2027 enfrenta desafios e limitações no crédito rural

Avanços pontuais não compensam deficiências estruturais na agricultura empresarial

Carlos Silva01 de julho de 2026 às 10:15
Plano Safra 2026/2027 enfrenta desafios e limitações no crédito rural

O Plano Safra 2026/2027 destina R$ 525,1 bilhões ao setor agrícola, com uma alta nominal de 1,7% em relação ao ciclo anterior. No entanto, especialistas, como Carlos Cogo da Cogo Inteligência em Agronegócio, destacam que essa elevação do orçamento é insuficiente considerando a inflação e o aumento dos custos de produção.

Aspectos positivos e negativos do novo plano

Entre os pontos positivos, está a redução das taxas de juros em quase todas as linhas de crédito, que apresentaram cortes entre 0,5 e 1,5 ponto percentual. A subvenção do Tesouro para equalização de juros também registrou um crescimento de 41%, passando de R$ 3,94 bilhões para R$ 5,56 bilhões, representando um significativo esforço do governo.

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Apesar das melhorias em algumas linhas de crédito, o volume efetivamente equalizado caiu 14,8%, indicando dificuldades no acesso financeiro para muitos produtores

Carlos Cogo

O Pronamp foi fortalecido, com juros reduzidos para 9% ao ano e novos limites de financiamento

O programa também se destacou pela criação do Move Agricultura com R$ 10 bilhões e o EcoInvest Brasil com R$ 28,5 bilhões, ampliando as alternativas de financiamento além dos modelos convencionais. Entretanto, as taxas nas linhas como Moderfrota e Proirriga permanecem elevadas, variando de 11,5% a 12,5% ao ano.

Desafios no financiamento agrícola

Nove das dez principais linhas de investimento perderam orçamento, com reduções significativas, como 54% no Moderfrota e 38% no Proirriga e Inovagro. A diminuição do Proirriga é preocupante, principalmente dada a previsão de secas e o fenômeno El Niño em 2026/2027.

Além disso, o orçamento para o Programa de Construção e Ampliação de Armazenagem (PCA) caiu 28%, sem que se abordasse o crescente déficit de armazenagem no setor. Essa análise sugere que o crédito subsidiado está perdendo espaço, aumentando assim a dependência de financiamento privado através de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CPRs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

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