Importação de fertilizantes atinge recorde, mas custos permanecem altos
Alta demanda por insumos não alivia pressão sobre a produção agrícola

O Brasil estabeleceu um novo marco na importação de fertilizantes, com um total de 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando os 44,28 milhões do ano anterior. Esse dado destaca a crescente demanda por insumos agrícolas, mas também ressalta a dependência do setor em relação às importações.
A pressão não se limita à disponibilidade de fertilizantes. A compra no momento certo, com taxas de câmbio favoráveis e acesso a crédito com boa condição, é crucial para os agricultores. Um estudo do Projeto Campo Futuro, da CNA/Senar em parceria com a Esalq-Cepea, revelou que muitos produtores que postergaram a compra para a safra de soja 2025/2026 enfrentaram um aumento de custos superior a 18% em algumas regiões.
✨ O custo dos fertilizantes impacta diretamente a rentabilidade das lavouras, exigindo que os produtores ajustem suas estratégias de compra de acordo com o mercado.
De acordo com a Conab, o Porto de Paranaguá foi o principal ponto de entrada, recebendo 10,89 milhões de toneladas, seguido por Santos e os portos do Arco Norte. A crescente relevância da logística do Arco Norte sugere uma mudança no modo como os insumos são distribuídos pelo país, refletindo um aumento na importância dessa região.
Não obstante, o aumento nos custos de fertilizantes continua a ser uma preocupação. Fatores como câmbio, frete e a dinâmica do mercado internacional têm um impacto significativo nos custos finais para os agricultores. Durante períodos de preços altos de soja e milho, a absorção do aumento dos custos de insumos torna-se mais viável.
A CNA aponta que a queda na renda agrícola tem levado os produtores a adotar uma postura cautelosa em relação aos investimentos em insumos para as próximas safras. A análise comparativa entre compras antecipadas e tardias revelou que adiar as aquisições muitas vezes resultou em custos significativamente mais altos.
Impacto dos custos de fertilizantes
Exemplos de aumento de custos em diferentes regiões do Brasil incluem: Carazinho (6,11%), Cascavel (8,5%), Rio Verde (7,78%), Sorriso (5,13%) e Maracaju (18,27%). Um aumento em Maracaju resultou em um gasto adicional de R$ 216 mil para uma fazenda de 1.000 hectares.
Diante de um mercado volátil e desafiador, o momento da compra de fertilizantes se torna cada vez mais estratégico. Portanto, enquanto o Brasil estabelece um recorde em importações, a economia agrícola ainda enfrenta desafios significativos que requerem uma gestão cuidadosa e atenta por parte dos produtores.
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