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Agronegócio
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Importações de fertilizantes no Brasil caem 8,6% no primeiro semestre

Cenário de incertezas afeta ritmo de compras no setor agrícola

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 12:40
Importações de fertilizantes no Brasil caem 8,6% no primeiro semestre

As importações de fertilizantes no Brasil registraram uma queda expressiva de 8,6% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao ano passado. Essa diminuição reflete um quadro de cautela entre os compradores, impactado por incertezas internacionais e condições de troca desfavoráveis.

Desempenho dos principais fertilizantes

Os dados analisados por Tomás Pernías, da StoneX, mostram que volumes de fertilizantes como ureia e nitrato de amônio caíram significativamente. As importações de ureia, por exemplo, caíram 32%, enquanto o fosfato monoamônico (MAP) e o nitrato de amônio tiveram quedas de 24% e 42%, respectivamente.

A importação de enxofre, fundamental na produção de fósforos, também caiu 42%, apontando para uma crise de oferta global.

Contrapondo essa tendência, o cloreto de potássio e o superfosfato triplo (TSP) presenciaram um aumento nas importações devido a condições de compra mais favoráveis. Com a escassez de MAP e DAP, o TSP se tornou uma opção viável para atender a demanda por fósforo.

Desafios para a safra 2026/2027

Pernías acrescenta que o tempo para importações está se tornando cada vez mais curto, refletindo uma preocupação com o abastecimento da safra 2026/2027. As compras de fertilizantes nitrogenados tendem a aumentar entre junho e julho, enquanto a janela de aquisição para fertilizantes fosfatados requer ações mais rápidas.

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Para garantir que os fertilizantes estejam disponíveis a partir de setembro e outubro, é crucial que os importadores brasileiros acelerem as compras nas próximas semanas.

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