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Agronegócio
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Inseticida etofenproxi tem eficácia contra bicho-mineiro do café

Pesquisa confirma melhoria no manejo do café brasileiro.

Mariana Souza04 de abril de 2026 às 17:10
Inseticida etofenproxi tem eficácia contra bicho-mineiro do café

Um estudo recente, liderado pela entomóloga Alessandra Vacari, revelou que o inseticida etofenproxi apresenta alta eficácia no combate ao bicho-mineiro do café (Leucoptera coffeella), uma das pragas mais problemáticas que afetam a cafeicultura no Brasil.

Os resultados da pesquisa foram fundamentais para a ampliação da bula do produto pelos órgãos reguladores, permitindo um uso mais abrangente no manejo dessa praga. Segundo Vacari, a infestação do bicho-mineiro pode resultar em prejuízos de até 70% na produção de café se não houver controle efetivo.

Comportamento da praga e impacto nas plantações

O bicho-mineiro se estabelece nas folhas do cafeeiro, onde as fêmeas depositam seus ovos. Após os ovos eclodirem, as larvas se introduzem no interior das folhas para se alimentar, comprometendo a fotossíntese da planta. Esse comportamento torna difícil o controle químico, uma vez que as larvas ficam protegidas dentro do tecido foliar.

Etofenproxi pode alcançar até 100% de eficácia contra a praga.

Os achados da pesquisa mostram que o etofenproxi efetua uma interrupção no ciclo de vida do bicho-mineiro, reduzindo a longevidade dos insetos adultos de cinco para apenas dois dias, o que afeta diretamente sua capacidade de reprodução.

Além disso, a quantidade de ovos depositados pelas fêmeas nas folhas diminuiu significativamente, evitando o surgimento de novas lagartas nas plantações analisadas. Essa redução na postura de ovos se manteve entre sete e 21 dias após a aplicação do produto, resultando em menor pressão da praga ao longo do tempo.

Eficiência e seletividade no controle

Outra característica importante do estudo é a seletividade do etofenproxi. O inseticida apresenta baixo impacto sobre inimigos naturais do bicho-mineiro, como o crisopídeo (Chrysoperla externa), um dos principais predadores que ajudam a controlar biologicamente a praga nas lavouras de café brasileiras.

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