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Agronegócio
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Instituto Biológico avança em sanidade animal e vegetal há quase um século

Pesquisas inovadoras garantem produção agropecuária sustentável

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 19:50
Instituto Biológico avança em sanidade animal e vegetal há quase um século

O Instituto Biológico se estabeleceu como um dos principais centros de pesquisa, diagnóstico e inovação dedicados à sanidade animal e vegetal no Brasil, além de suas iniciativas em prol da proteção ambiental. Com quase um século de atuação, a instituição tem desenvolvido tecnologias que otimizam a produção agrícola, alinhando eficiência e sustentabilidade.

Fundado em 1927 após uma grave crise que afetou a cafeicultura paulista, o Instituto surgiu em resposta a um problema causado por uma praga desconhecida, que prejudicou severamente as plantações de café. "Os produtores, desesperados, pediram ajuda ao governo. O governador formou uma comissão para investigar, e assim nasceu o Instituto Biológico", relatou a coordenadora Ana Eugênia de Carvalho Campos.

A equipe identificou que a praga era um besouro africano cujas larvas deterioravam os grãos de café.

Com base em estudos anteriores, a equipe desenvolveu uma estratégia inovadora de controle biológico, introduzindo um predador natural da praga, que é visto como um marco nos programas de controle biológico no país. Esse sucesso demonstrou a necessidade de uma estrutura institucional permanente para oferecer suporte aos agricultores em questões sanitárias emergentes.

Assim, a criação do Instituto Biológico foi a resposta a um chamado por soluções duradouras, e desde seu primeiro ano, a pesquisa se expandiu para incluir a sanidade animal e a proteção ambiental.

Patrimônio Científico e Histórico

Além de seu trabalho científico, o Instituto abriga um rico patrimônio histórico e ambiental. Sua sede conta com um dos maiores cafezais urbanos do mundo, um acervo entomológico significativo e um edifício histórico datado do final da década de 1920.

Pesquisa com Formigas

Entre as diversas iniciativas atuais, destaca-se a pesquisa sobre formigas, coordenada por Ana Eugênia. Essa especialista investiga o comportamento social das formigas e desenvolve métodos sustentáveis para controlar as formigas cortadeiras, conhecidas por danificarem várias culturas agrícolas.

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"As formigas cortadeiras são um grande desafio para os agricultores, pois podem impactar quase todas as culturas. Estamos focando no manejo adequado e no uso de fungos endofíticos para seu controle", enfatiza Ana Eugênia.

Das 20 mil espécies de formigas existentes no mundo, cerca de 2 mil estão no Brasil, e a maioria desempenha papéis vitais na manutenção do equilíbrio ambiental. No entanto, as formigas cortadeiras necessitam de atenção especial devido aos danos que podem causar.

O Instituto Biológico investe em pesquisas com microrganismos endofíticos como solução ao controle químico dessas pragas, proporcionando alternativas mais seguras e sustentáveis.

Compromisso com a Agricultura Sustentável

Atualmente, seus laboratórios, certificados pelo padrão ISO 17025, garantem a excelência nas análises laboratoriais, incluindo serviços essenciais para a exportação de produtos agropecuários. Além do diagnóstico de doenças, a pesquisa se estende ao desenvolvimento de bioinsumos e biotecnologias que visam minimizar o impacto ambiental na agricultura.

A monitorização de resíduos de defensivos agrícolas em alimentos e no ambiente é outra preocupação central. Ao celebrar quase 100 anos de história, o Instituto Biológico reafirma seu compromisso em transformar conhecimento científico em soluções práticas que assegurem uma agropecuária robusta, um meio ambiente protegido e a oferta de alimentos seguros à população.

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