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Agronegócio
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Joaninhas são aliadas no combate a pragas agrícolas

Insetos desempenham papel crucial na proteção de culturas diversas

Mariana Souza05 de abril de 2026 às 17:10
Joaninhas são aliadas no combate a pragas agrícolas

As joaninhas, frequentemente vistas em lavouras, desempenham um papel fundamental no controle de pragas em diversas culturas. Esses insetos naturais atuam como predadores, alimentando-se de organismos que causam danos agrícolas, como pulgões e cochonilhas.

Uma joaninha pode consumir até 50 pulgões por dia.

Erica Tomé, engenheira agrônoma da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Araraquara, confirma que a presença dessas criaturas tem um impacto direto nas lavouras. Elas continuam a atuar tanto em sua fase larval quanto na adulta, garantindo a eficiência no controle biológico ao longo do ciclo das plantas.

Ação abrangente e dieta diversificada

Além de pragas, as joaninhas também podem consumir fungos prejudiciais às plantas. A pesquisa do Instituto Biológico (IB-Apta) em Ribeirão Preto (SP) investiga a diversidade de espécies de joaninhas e suas capacidades de predação. Terezinha Monteiro, pesquisadora, destaca que seu hábito alimentar variado as torna eficazes no controle de pragas em diferentes cultivos.

Influencia do ambiente de cultivo

A presença das joaninhas varia de acordo com o sistema de produção adotado. Em áreas com citros, essas joaninhas são especialmente eficazes contra cochonilhas e pulgões. Em São Paulo, considerado o maior produtor de laranjas do Brasil, a presença desses insetos auxilia na gestão de pragas, principalmente em lavouras com uso reduzido de defensivos.

Cultivando de forma orgânica e aplicando o Manejo Integrado de Pragas (MIP), especialmente na soja, também se mostra benéfico para manter essas joaninhas nos campos.

Condições propícias para as joaninhas

A permanência das joaninhas nas lavouras está associada à oferta de alimento e abrigo. Plantas que produzem pólen e néctar são essenciais para atrair esses insetos e assegurar suporte em períodos de escassez de presas. De acordo com a pesquisadora do IB-Apta, essas condições não apenas favorecem a sobrevivência das joaninhas, mas também potencializam sua reprodução nas áreas produtivas.

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