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Agronegócio
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João Borges transforma caverna em diferencial na produção de queijos

Produção em Guapó (GO) conquista prêmios com técnica inovadora

Gabriel Rodrigues12 de maio de 2026 às 03:15
João Borges transforma caverna em diferencial na produção de queijos

O produtor rural João Vicente Borges, de Guapó, Goiás, tem atraído a atenção do setor gastronômico ao inovar na maturação de queijos artesanais em uma caverna subterrânea.

Essa técnica, que utiliza fungos naturais para melhorar o sabor e a textura dos queijos, já lhe rendeu prêmios a nível nacional e internacional.

História e Tradição Familiar

Borges vem administrando a propriedade familiar, herança de seus avós, há quase 20 anos. Tradicionalmente focada em pecuária leiteira, a fazenda deu um novo rumo em 2017, com o foco na criação de queijos finos.

Hoje, ele conta com um rebanho de 50 vacas das raças pardo suíço e holandesa, produzindo diariamente cerca de 600 litros de leite.

Maturação em Ambiente Controlado

O método de maturação é o que realmente distingue os queijos de Borges. Após passarem por câmaras frias, as peças são transferidas para uma caverna a 5 metros de profundidade, onde as paredes de pedra e o solo de pedriscos mantêm uma umidade de aproximadamente 80% e temperaturas entre 14°C e 16°C.

Essas condições são perfeitas para o desenvolvimento de pelo menos seis tipos de fungos benéficos, incluindo o penicillium roqueforti, que confere o sabor característico do gorgonzola.

Sabores Inusitados e Variedade

Atualmente, a fazenda oferece nove variedades de queijos, que se destacam por suas maturações que vão de dias a anos. Borges aposta em receitas inovadoras, como o queijo na cerveja, imerso por 48 horas em cerveja preta para um sabor caramelizado.

Outro exemplo é o queijo Foguinho, flambado no whisky e maturado por 60 dias. O Do Cerrado é uma receita que, apesar de não conter pequi, captura seu sabor único.

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Todos os nossos queijos já foram premiados, muitos deles mais de uma vez. Isso mostra que conseguimos manter a qualidade da produção.

Reconhecimento e Expansão

Com a obtenção do Selo Arte, que certifica a comercialização interestadual de produtos artesanais de origem animal, a fazenda vende cerca de 2 mil queijos mensalmente em diversas partes do Brasil.

João Vicente já planeja expandir seus negócios, encantado com as possibilidades que seu método único oferece.

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