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Meio Ambiente
2 min de leitura

Casca de sururu vira insumo agrícola na Grande Vitória

Iniciativa sustentável transforma resíduo em fertilizante e melhora comunidades

Fernanda Lima26 de abril de 2026 às 12:10
Casca de sururu vira insumo agrícola na Grande Vitória

Na Grande Vitória, no Espírito Santo, a casca do sururu, um resíduo descartado no mangue, está sendo convertida em um corretivo agrícola que beneficia tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais.

Transformação de resíduos em insumos

O projeto surge como uma solução para o acúmulo de aproximadamente 20 toneladas de cascas do marisco por mês, que antes eram responsáveis por mau cheiro e problemas ecológicos. "A ideia é transformar um poluente em uma solução ambiental”, explica o ambientalista Iberê Sassi.

Cascas de sururu se tornam corretivo agrícola, melhorando o solo.

O processo envolve a coleta das cascas pelas marisqueiras, a secagem e a trituração do material até se tornar um pó fino, rico em nutrientes como cálcio e magnésio. Esse corretivo ajuda a reduzir a acidez do solo, fundamental para a produtividade agrícola.

Resultados positivos nos testes agrícolas

Os primeiros testes em plantações de milho, arroz e gengibre mostraram diferenças significativas entre áreas que utilizaram o corretivo e as que não o usaram, de acordo com Iberê.

Além dos benefícios agronômicos, o corretivo de sururu oferece uma alternativa sustentável, reduzindo a dependência de insumos químicos e promovendo práticas agrícolas mais naturais.

Mudança econômica e social

Esse projeto não só melhora a qualidade do solo como também transforma a dinâmica econômica das comunidades do mangue. As marisqueiras agora têm a oportunidade de comercializar o material, valorizando seu trabalho.

"

A gente começa a ver valor no que antes não tinha

Karollyne dos Santos Silva, marisqueira.

Contexto

O projeto integra o conceito de economia circular, utilizando materiais que seriam descartados para criar soluções duráveis, beneficiando ao mesmo tempo o meio ambiente e os comunitários.

Após três anos de desenvolvimento, a iniciativa avança para a produção em escala e a organização das vendas, com o objetivo de expandir sua tecnologia para outras áreas agrícolas.

Iberê Sassi resume a proposta: "É um projeto ganha-ganha. Ganha a natureza, ganha quem trabalha no mangue e ganha quem produz no campo."

Assim, o ciclo do manejo se completa, mostrando que inovações no setor agrícola podem surgir de práticas que inicialmente eram ignoradas, resultando em mudanças significativas.

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