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Agronegócio
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Nitro busca 300 mil hectares de soja com nova tecnologia em 2026

Inovação promete melhorar o controle do crescimento da planta

Gabriel Rodrigues10 de abril de 2026 às 17:20
Nitro busca 300 mil hectares de soja com nova tecnologia em 2026

A Nitro, empresa brasileira de tecnologia agrícola, planeja atingir a marca de 300 mil hectares cultivados com soja até o final de 2026, introduzindo um inovador produto que pode otimizar o crescimento da planta.

Após seis anos de pesquisa e um investimento de cerca de R$ 15 milhões, a companhia lança um líquido destinado ao manejo do desenvolvimento da soja, prevendo uma rápida aceitação no setor já para esta safra.

Solução para um desafio antigo

O objetivo principal é controlar o porte da planta sem comprometer a produtividade, uma questão que vem sendo debatida há décadas pelos sojicultores. Robson Mauri, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Nitro, explica que os testes levaram tempo devido à complexidade da formulação, essencial para resolver problemas de crescimento da oleaginosa.

Em testes, o ganho médio foi superior a 4 sacas por hectare, com 85% de consistência.

Mauri acrescenta que o produto representa um novo padrão de manejo, focando na eficiência fisiológica e não apenas nos insumos tradicionais. "Esta tecnologia é a primeira que consegue limitar o crescimento da planta sem prejudicar seu rendimento", destacou.

Desenvolvimento local e expansão

A companhia também busca reduzir a dependência de insumos externos, especialmente em um contexto de volatilidade de preços globais. Nitro já opera com seis unidades de produção e 400 centros de P&D no Brasil, desenvolvendo soluções de forma autônoma.

"

Nós estamos focando em desenvolver ciência brasileira para depender menos de fora

Robson Mauri

Após solidificar sua tecnologia no Brasil, a Nitro planeja expandir para outros países da América Latina, como Paraguai.

Investimentos em inovação

Além da nova solução para soja, a Nitro está investindo no desenvolvimento de produtos para mitigar estresses ambientais, como seca e pressão de pragas, com outros lançamentos previstos para 2027.

A empresa, que emergiu como uma potência no agronegócio brasileiro em cinco anos, planeja dobrar sua receita na divisão agrícola de R$ 1 bilhão em 2025 para R$ 2,28 bilhões até 2029.

"Nosso foco é trabalhar em parceria com o produtor para superar os desafios do setor", conclui Mauri.

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