Adoção de medidas de manejo é essencial para mitigar os efeitos da doença nas lavouras.

A mancha da gluma, provocada pelo fungo Stagonospora nodorum, compromete a qualidade e o rendimento do trigo, especialmente em lavouras adensadas.
Essa condição é favorecida pela alta umidade no dossel, que limita a circulação de ar e prolonga a umidade nas folhas e espigas, levando a um aumento do risco da doença.
✨ O monitoramento da umidade do solo nas fases críticas de espigamento e enchimento é indispensável para evitar surtos de mancha da gluma.
Períodos de orvalho prolongado e chuvas frequentes, aliadas à temperaturas amenas, criam um ambiente propício para a infecção, o que é mais pronunciado em regiões tropicais com irrigação por aspersão.
As conseqüências da infecção incluem a redução da área foliar verde, menor formação de grãos e diminuição do peso hectolítrico, impactando diretamente a qualidade da produção.
O manejo deve incluir a escolha de cultivares resistentes, ajustes na densidade de plantas e a utilização de sementes certificadas para minimizar a disseminação do fungo.
Adotar práticas de rotação de culturas e proteger as folhas superiores e espigas com fungicidas adequados são algumas das estratégias recomendadas para reduzir os prejuízos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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