Cuidado redobrado é necessário para evitar perdas significativas na safra.

A mancha-de-phoma, provocada pelo fungo Phoma costarricensis, tem se tornado um desafio para os produtores de café, especialmente em períodos de colheita e pós-colheita. Entre março e junho, a combinação de umidade, temperaturas amenas e estresse nas plantas facilita a propagação da doença, que pode afetar diretamente a próxima safra caso não seja detectada rapidamente.
As áreas de cultivo em altitudes elevadas, com histórico de infecção, são as mais suscetíveis. Durante esta fase, os cafeeiros enfrentam não apenas uma carga maior de frutos, mas também a redução das reservas nutricionais e danos provocados pela colheita, o que os torna mais vulneráveis à doença.
Os primeiros sinais da mancha-de-phoma costumam aparecer nas folhas mais jovens, com pequenas manchas pardas que, se não tratadas, podem evoluir para lesões maiores. Além disso, a infecção pode levar ao ressecamento de ponteiros e ramos, o que compromete a formação de novos frutos para a próxima colheita.
✨ Produtores devem distinguir a mancha-de-phoma de outras doenças como a ferrugem do cafeeiro.
É essencial que os cafeicultores identifiquem a mancha-de-phoma, diferenciando-a de outras enfermidades como a ferrugem e a cercosporiose. Enquanto a ferrugem é identificada por pústulas alaranjadas, a mancha-de-phoma causa lesões pardas, principalmente em folhas novas, frequentemente acompanhadas de necrose nas nervuras.
Os danos econômicos não se restringem à safra atual; a mancha-de-phoma pode resultar em desfolha, perda de ramos produtivos e variações na produtividade anual, aumentando também os custos com manejo e tratamento fitossanitário.
Para minimizar os prejuízos, recomenda-se monitoramento regular dos talhões, principalmente em locais mais frios e úmidos, além de registrar as condições climáticas e a evolução dos sintomas nos cafezais.
As estratégias de manejo da mancha-de-phoma devem incluir práticas de conservações, como a manutenção nutricional adequada das plantas e a poda para melhorar a ventilação. Em áreas irrigadas, é fundamental evitar a umidade excessiva da copa. Caso a doença se instale, pode-se optar pela remoção de ramos afetados e, se necessário, aplicar fungicidas apropriados, sempre respeitando as recomendações de uso.
O controle da mancha-de-phoma deve integrar um programa abrangente de manejo fitossanitário, que abranja não apenas o controle da doença, mas também práticas nutricionais e de conservação do solo.
Essas medidas não só protegem contra a mancha-de-phoma, mas também preservam o potencial produtivo das plantações de café.
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