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Agronegócio
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Fungos ameaçam cana-de-açúcar; monitoramento é crucial

Identificação precoce da ferrugem marrom é essencial para produtividade.

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 16:45
Fungos ameaçam cana-de-açúcar; monitoramento é crucial

A ferrugem marrom, provocada pelo fungo Puccinia melanocephala, é uma das principais doenças que afetam os cultivos de cana-de-açúcar. Essa enfermidade pode impactar severamente a produtividade da cultura, reduzindo o Açúcar Total Recuperável (ATR) quando não detectada nos estágios iniciais.

Espalhada por regiões produtoras como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, onde prevalecem condições climáticas favoráveis, a doença pede atenção especial. O monitoramento visual das folhas é um aspecto fundamental para a identificação precoce das primeiras pústulas e evitar as consequências da desfolha intensa.

Identificação e Monitoramento

No período entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, os canaviais estarão em diversos estágios de desenvolvimento. A compreensão sobre a manifestação da ferrugem marrom, como e onde surgem os primeiros sintomas, é essencial para a implementação de um manejo fitossanitário efetivo.

Os primeiros sinais da ferrugem marrom incluem pequenas pústulas que mudam de coloração conforme a infecção avança.

A doença se apresenta inicialmente por pequenas pústulas, que aparecem principalmente na face superior das folhas, liberando um pó fino de esporos que se torna notável ao toque. A identificação precisa distingue a ferrugem marrom de outras doenças foliares, como a ferrugem alaranjada e a mancha parda.

Contexto

A ferrugem marrom pode acelerar a senescência das folhas e diminuir a capacidade fotossintética, afetando diretamente a produtividade e qualidade dos colmos.

Durante o monitoramento, é recomendado realizar trajetos em formato de 'Z' ou 'W' pelos talhões, observando minuciosamente as folhas. A detecção de pequenas pústulas, especialmente em variedades suscetíveis, é crucial, especialmente após períodos de orvalho intenso ou chuvas.

A eficácia do controle químico é muito maior quando a intervenção é feita logo nos primeiros sintomas. A identificação precoce permite que os produtores adotem estratégias eficazes de manejo integrado, incluindo a escolha de variedades resistentes e a minimização de umidade nas folhas.

O monitoramento constante, mesmo em períodos secos, é fundamental para a prevenção de focos remanescentes da doença. A sistemática de inspeção deve incluir a definição de pontos de amostragem e a documentação das incidências observadas, garantindo uma resposta rápida e eficiente.

Este material é um guia e não substitui a avaliação de um engenheiro agrônomo em campo. As decisões de controle devem ser sempre baseadas em avaliação técnica e as recomendações devem ser seguidas rigorosamente para garantir a segurança e a eficácia dos produtos.

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