Mudanças no manejo fitossanitário priorizam prevenção de pragas
Estratégias inovadoras visam fortalecer defesas das plantas

O manejo fitossanitário das culturas agrícolas está passando por uma transformação significativa, focando na proteção das plantas antes que pragas e doenças possam impactar sua produtividade, observa Braitner L. Andrade, especialista em agronegócio.
A mudança se concentra na transição de um controle reativo para uma abordagem preventiva, onde o ácido jasmônico assume um papel fundamental. Este composto é crucial para ativar as defesas bioquímicas das plantas em resposta a ataques de insetos, como lagartas que consomem suas folhas.
✨ A ativação de respostas de defesa antes do ataque é uma estratégia inovadora e essencial.
Quando uma planta detecta danos, ela inicia uma série de reações bioquímicas que a ajudam a produzir substâncias que tornam suas folhas menos atrativas para as pragas. Nos casos em que a ameaça envolve patógenos, o ácido salicílico desempenha um papel vital, promovendo resistência sistêmica adquirida, uma resposta-chave que varia conforme a natureza do ataque.
Andrade destaca que uma abordagem extremamente relevante no manejo contemporâneo é a habilidade de ativar essas respostas antes da ocorrência de um ataque. Este fenômeno, conhecido como priming imunológico induzido, não se refere a resistência genética, mas a um estado de alerta das plantas para respostas rápidas em situações de estresse.
Substâncias como extratos de algas e oligossacarídeos atuam como sinais bioquímicos, preparando os vegetais para uma defesa mais eficaz. Nutrientes, como cálcio, boro e silício, também são essenciais, pois ajudam na sinalização celular e na integridade estrutural das plantas, melhorando sua capacidade de resposta a ameaças.
A rapidez da reação das plantas frente a pragas e doenças pode limitar consideravelmente os danos. A adoção de inteligência artificial neste contexto é promissora, permitindo a análise de dados climáticos, históricos de infestação de pragas e estágios fenológicos das plantas.
Esses modelos podem prever períodos de maior risco, assistindo os agricultores na escolha não só do produto a ser aplicado, mas também do momento ideal para preparar as plantas para defesa, revolucionando a abordagem de manejo fitossanitário.
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