A escolha do produto e timing são fundamentais para o controle de plantas daninhas

O manejo de herbicidas na cultura da cana-de-açúcar é um processo que demanda atenção especial na seleção de produtos, momento de aplicação e condições do ambiente. Esta abordagem visa maximizar a eficácia e minimizar falhas no controle de plantas daninhas.
Guilherme Munhoz, engenheiro agrônomo, destaca que a primeira etapa da estratégia envolve a identificação das plantas invasoras e a escolha do herbicida mais apropriado, seguindo as doses e condições recomendadas. Com isso, é possível preparar um plano que otimize o combate às ervas daninhas.
As aplicações de herbicidas se distribuem em três etapas principais: pré-plantio, pré-emergência e pós-emergência. No pré-plantio incorporado, o herbicida é aplicado antes do plantio e incorporado ao solo, o que ajuda a controlar as plantas invasoras antes do desenvolvimento da cultura. Já na pré-emergência, o produto é utilizado após o plantio e antes da emergência das daninhas, criando uma barreira química.
A fase pós-emergente destina-se ao controle de plantas que já brotaram e pode incluir ação sistêmica ou de contato. Além disso, a catação química é empregada para tratar escapes, rebrotas e focos isolados.
✨ Inúmeros mecanismos de ação estão presentes, como inibidores de ALS, Fotossistema II, PPO e EPSPS, além de auxinas sintéticas.
Entre os herbicidas destacados estão sulfentrazone, clomazone, glyphosate e imazapic, todos com diferentes modos de ação que contribuem para a eficácia no controle de plantas daninhas.
As condições climáticas também têm um papel crucial. Na aplicação pré-emergente, a umidade do solo é indispensável para a ativação do produto, enquanto a chuva excessiva pode aumentar o risco de lixiviação. Durante a pós-emergência, recomenda-se aplicar o herbicida quando as plantas daninhas estão em crescimento ativo e evitar intervenções durante períodos de estresse hídrico.
A rotação de mecanismos de ação e a alternância de estratégias são práticas que ajudam a manejar a resistência das plantas, juntamente com a eliminação de escapes e a integração de estratégias químicas, culturais e mecânicas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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