Condições climáticas potenciais aumentam a infestação e os danos às lavouras.

O manejo do ácaro-vermelho no cultivo de café requer atenção especial entre os meses de abril e outubro. Este período é caracterizado por uma menor umidade e pela redução das chuvas, condições que favorecem a proliferação dos ácaros.
Dados técnicos indicam que a presença do ácaro-vermelho, associado às espécies de Oligonychus ou Tetranychus, se torna mais preocupante em ambientes secos, onde a incidência de radiação solar e os ventos ajudam a diminuir a umidade, facilitando o aumento da praga.
✨ A redução da umidade provoca estresse nas plantas e impede a recuperação dos danos, impactando a produtividade na safra seguinte.
Os primeiros sinais de infestação incluem manchas cloróticas nas folhas, que tornam-se marrons em infestações mais severas, podendo levar ao enfraquecimento da planta e à redução na qualidade e quantidade da produção. O problema é mais agudo em lavouras jovens e em regiões de solo raso ou com baixa disponibilidade de matéria orgânica.
Para um manejo eficaz, é crucial intensificar o monitoramento durante este período. Inspeções devem ser realizadas quinzenalmente ou com maior frequência em áreas com histórico de infestações. Amostragens devem priorizar plantas em pontos estratégicos da lavoura, como bordaduras e topos de morro.
A implementação de manejo cultural, como manter cobertura do solo e garantir a nutrição adequada das plantas, também é fundamental para reduzir a pressão da praga.
Além do controle mecânico, a utilização de acaricidas deve ser feita de forma criteriosa, aplicando apenas produtos registrados e seguindo as diretrizes apropriadas quanto à época de aplicação e rotação de ingredientes ativos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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