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Agronegócio
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Mercado agrícola oscila com influência externa e commodities

Ambiente internacional favorável contribui para volatilidade nos preços

Giovani Ferreira22 de abril de 2026 às 02:15
Mercado agrícola oscila com influência externa e commodities

O mercado agrícola e financeiro enfrenta um pregão marcado por oscilações moderadas, impulsionado por um cenário externo mais benéfico e ajustes nas commodities.

De acordo com informações da Agrinvest, o dólar está praticamente estável em relação ao real, cotado a R$ 4,98 após uma leve diminuição de 0,19%.

As negociações avançadas entre EUA e Irã estão impulsionando as bolsas mundiais.

O ambiente internacional é caracterizado pela recuperação das bolsas, como o S&P 500, que alcançou novas máximas, impulsionado por bons resultados corporativos e inovações na área de inteligência artificial.

Paralelamente, o preço do petróleo caiu com a reabertura do Estreito de Ormuz, o que diminui o prêmio de risco geopolítico e traz um quadro mais calmo para o curto prazo.

Movimentação dos Grãos

Em Chicago, a negociação dos grãos apresenta resultados mistos. A soja permanece estável após algumas oscilações, beneficiada pela descida dos preços do petróleo e pela redução nos valores dos óleos vegetais, à medida que o prêmio de risco diminui.

Além disso, a queda nas importações de biocombustíveis nos Estados Unidos ajuda a estimular o consumo interno de óleo de soja. Entretanto, milho e trigo enfrentam recuos, influenciados pela atmosfera externa mais tranquila, ainda que o trigo mantenha ganhos na semana devido a fatores climáticos favoráveis.

Cenário na B3 e no Mercado Físico

Na B3, o milho finaliza a semana em baixa, com o contrato para maio de 2025 valendo R$ 65,41 por saca, refletindo uma redução de 0,49%. O mercado se encontra sob pressão devido à força do dólar, às quedas em Chicago e à expectativa de aumento na oferta com a colheita da safra de verão.

No mercado físico, as negociações permanecem lentas, com grandes diferenças de preço entre compradores e vendedores no Mato Grosso. Goiás e Mato Grosso do Sul também apresentam uma baixa fluidez nas transações, com produtores hesitantes e compradores sem pressa para fechar negócios.

A instabilidade climática gerada pela frente fria afeta o Sul e parte do Sudeste, trazendo incertezas, especialmente em relação à safra de milho safrinha devido à baixa quantidade de chuva.

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