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agricultura
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Fertilizantes no Brasil têm queda em maio devido a fatores geopolíticos

Entregas caem 14,7% em relação ao ano passado, revela ANDA

Gabriel Rodrigues06 de agosto de 2026 às 04:05
Fertilizantes no Brasil têm queda em maio devido a fatores geopolíticos

As entregas de fertilizantes ao Brasil em maio de 2026 totalizaram 3,16 milhões de toneladas, registrando uma redução de 14,7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram entregues 3,70 milhões de toneladas. A informação é da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

No período de janeiro a maio, as entregas somaram 15,46 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 2,2% em relação a 2025, que contabilizou 15,81 milhões de toneladas. A ANDA aponta que o primeiro trimestre de 2026 foi positivo devido à boa safrinha, com compras acontecendo de maneira normal.

A guerra no Irã e a alta nas taxas de juros impactaram negativamente os negócios, refletindo nas entregas de maio e podendo afetar o abastecimento para a safra 2026/2027.

Entre os principais motivos para a diminuição das entregas estão o atual clima geopolítico, relações de troca altas, restrições de crédito, riscos de falências, taxas de juros elevadas e preocupações climáticas exacerbadas pelo fenômeno El Niño.

Mato Grosso continua sendo o estado líder em entregas, com 3,89 milhões de toneladas, correspondendo a 25,2% do total nacional. Seguem-se Paraná (1,75 milhão), São Paulo (1,67 milhão), Goiás (1,61 milhão) e Minas Gerais (1,15 milhão).

Produção Nacional e Importações

A produção nacional de fertilizantes intermediários foi de 485 mil toneladas em maio de 2026, uma queda acentuada de 26,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a maio, o total produzido foi de 2,41 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 17,1% em relação ao mesmo período anterior.

De acordo com a ANDA, o aumento dos preços do enxofre, um insumo chave na produção de fertilizantes fosfatados, é um dos principais responsáveis por essa queda.

As importações também sentiram a retração, com o Brasil adquirindo 3,31 milhões de toneladas em maio, refletindo uma diminuição de 9,4% em relação ao maio de 2025. Entre janeiro e maio, as importações chegaram a 14,52 milhões, com uma queda de 2,7%.

O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada para fertilizantes no país, recebeu 3,64 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, uma queda de 9,6% na comparação com o mesmo período de 2025.

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