Operações limitadas refletem expectativas de mercado.

O mercado brasileiro de soja passou por uma sessão de negociações restritas nesta terça-feira (11), onde a alta significativa do dólar influenciou o comportamento dos traders. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, essa flutuação cambial neutralizou as perdas observadas na Bolsa de Chicago, promovendo uma estabilidade relativa no mercado físico.
Embora alguns centros de comercialização tenham reportado aumentos nos preços, o analista enfatiza que o temor em relação ao relatório do USDA, que será divulgado amanhã, limitou a disposição para transações maiores. 'Não houve interesse em operar volumes significativos, especialmente com muitos produtores mantendo preços pedidos acima das cotações atuais', afirmou Silveira.
✨ Relatórios indicam que os preços da soja estão se ajustando no Brasil, com algumas variações nas regiões.
As alterações nos preços da soja incluem: - Passo Fundo (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00 - Santa Rosa (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00 - Cascavel (PR): subiu de R$ 134,50 para R$ 135,00 - Rondonópolis (MT): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00 - Dourados (MS): subiu de R$ 129,50 para R$ 130,00 - Rio Verde (GO): manteve-se em R$ 130,00 - Paranaguá (PR): subiu de R$ 145,50 para R$ 146,00 - Rio Grande (RS): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja apresentaram leves quedas. Os operadores estão ajustando suas carteiras antes do tão aguardado relatório mensal do USDA. De acordo com informações, 62% das lavouras de soja nos EUA se encontram em boas ou excelentes condições, uma leve queda em relação à semana anterior.
A previsão do USDA sugere uma possível redução nas estimativas para a safra e estoques de soja nos Estados Unidos, com analistas esperando que a produção para 2026/27 seja de 4,469 bilhões de bushels, levemente abaixo da previsão anterior.
Os contratos para novembro fecharam a US$ 11,68 3/4 por bushel, com uma queda de 0,91%. No entanto, a elevação do dólar comercial, que subiu 1,02%, encerrando o dia a R$ 5,1636, continua a impactar o setor, já que a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0983 e R$ 5,1778 ao longo da sessão.
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