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Agronegócio
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Mercado da soja enfrenta pressão e vendas cautelosas no Brasil

Negociações impactadas por dados de área plantada nos EUA

Tiago Abech30 de junho de 2026 às 08:15
Mercado da soja enfrenta pressão e vendas cautelosas no Brasil

O mercado da soja começou a semana sob forte pressão, com os preços em queda nas principais bolsas internacionais e negociações cautelosas no Brasil. Os contratos futuros em Chicago fecharam em baixa nesta segunda-feira, movendo os produtores brasileiros a moderar suas vendas.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho teve uma queda de 1,55%, fechando a US$ 11,0875 por bushel, enquanto o contrato para agosto recuou 1,52%, para US$ 11,1925. O farelo de soja também apresentou desvalorização, caindo 0,75%, para US$ 304,70 por tonelada curta. Já o óleo de soja viu uma diminuição de 3,13%, fechando a 69,07 centavos de dólar por libra-peso.

Essas flutuações são muito influenciadas pelas expectativas em torno do relatório trimestral do USDA, que poderá indicar um aumento na área plantada. Não menos importante, as chuvas nas regiões do oeste e meio-oeste dos EUA criaram um cenário mais favorável para a floração das culturas.

No mercado físico brasileiro, o Rio Grande do Sul registrou preço de R$ 134,00 por saca no porto de Rio Grande, com uma média estadual de R$ 115,36.

Além disso, a safra de verão apresentou uma queda de 14,8% na produtividade. No Paraná, o porto de Paranaguá recuou 0,21%, com um preço de R$ 133,87, mesmo com a confirmação de uma produção recorde de 21,8 milhões de toneladas.

Em Mato Grosso do Sul, a média estadual de preços permaneceu estável em R$ 115,13, enquanto os custos de produção foram estimados em R$ 6.115,83 por hectare. Em contraste, em Mato Grosso, os preços se mantiveram firmes, com Sorriso alcançando R$ 110,00 e uma colheita do milho safrinha crescendo 32,41%.

Por último, em Santa Catarina, o mercado não apresentou novas atualizações, com um preço referência de R$ 132,00 no porto de São Francisco.

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