Mercado da soja enfrenta pressões externas e queda nos preços
Movimentação desigual e recuo nos preços refletem cenários adversos

O mercado de soja fechou a quinta-feira sob forte pressão, com preços em queda nas bolsas internacionais e movimentações variadas nas principais regiões produtoras do Brasil. O fortalecimento do dólar e a recente queda no preço do petróleo contribuíram para a desvalorização dos grãos, apesar de algumas compras pontuais realizadas pela China.
✨ O contrato de soja para julho na Bolsa de Chicago caiu 0,82%, fechando a US$ 11,2275 por bushel.
Na Bolsa de Chicago, a cotação do contrato de julho recuou 0,82%, registrando US$ 11,2275 por bushel, enquanto o contrato de agosto teve uma queda de 0,75%, cotado a US$ 11,2825. O farelo de soja também apresentou queda, de 1,15%, com preço a US$ 301,30 por tonelada curta, e o óleo de soja teve uma redução de 2,59%, alcançando 69,69 centavos de dólar por libra-peso.
Embora a China tenha confirmado a compra de 132 mil toneladas da nova safra e mais 120 mil toneladas cuja destinação ainda não foi divulgada, o volume ainda é considerado abaixo das expectativas do mercado.
Situação nas regiões produtoras
No Rio Grande do Sul, a colheita foi oficialmente encerrada, com uma produtividade média de 2.707 quilos por hectare e uma produção total de 18,13 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 14,8% em relação às projeções iniciais. A média semanal do preço da saca de soja teve alta de 0,31%, alcançando R$ 115,36, enquanto o Porto de Rio Grande manteve o preço do produto em R$ 132 no mercado disponível.
Em Santa Catarina, a colheita também foi finalizada e a atenção do mercado agora se volta para as culturas de inverno e os possíveis riscos de geadas. No estado do Paraná, as exportações do complexo soja se destacaram, totalizando 6,72 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, resultando em US$ 2,94 bilhões, um aumento de 18% em comparação ao ano anterior.
No Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário se mantém até 15 de setembro, com os preços registrados praticamente inalterados. Já em Mato Grosso, a taxa de esmagamento atingiu um recorde de 1,28 milhão de toneladas em maio, impulsionada pela demanda consistente por óleo e farelo de soja.
A pressão logística resultante da colheita do milho de segunda safra continua a afetar o espaço disponível nos armazéns, exacerbando a competição por armazenamento e mantendo os preços de frete elevados.
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