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Agronegócio
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Soja: produtores argentinos retêm 60% da safra de 2025/26

Vendas limitadas impactam reservas do Banco Central

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 22:10
Soja: produtores argentinos retêm 60% da safra de 2025/26

Agricultores da Argentina estão segurando uma grande parte de sua safra de soja, resultando em vendas de apenas 40% até o final de junho. Essa prática, mesmo diante do aumento dos preços internacionais, representa a menor taxa de comercialização em dez anos e é um fator significativo que limita os recursos em dólares para a economia local.

Um relatório da ActivTrades aponta que, para a safra de 2025/26, apenas 21% dos produtos tinham sido negociados até a data mencionada. Tradicionalmente, a soja serve como um ativo seguro para os agricultores, que frequentemente optam por vender outras culturas, como trigo e milho, primeiro para garantir despesas operacionais.

Ritmo de vendas de soja é o mais lento em uma década na Argentina.

Com colheitas abundantes de outros grãos neste ano, os produtores têm liquidez suficiente para adiar as vendas de soja enquanto esperam um cenário mais favorável em relação à taxa de câmbio, impostos de exportação ou preços mais elevados. Contudo, a inflação tem corroído os ganhos, dificultando ainda mais a urgência de comercialização.

Esse cenário de vendas reduzidas impacta diretamente os influxos de dólares e pressiona o valor do peso argentino, complicando os esforços do Banco Central para acumular reservas cambiais. Além disso, a redução nas entregas de grãos aumenta os custos de aquisição e restringe a produção de derivados de soja, como óleo e farelo.

Próximos Desdobramentos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve divulgar novos dados sobre a safra de soja no dia 10 de julho. A expectativa sobre o impacto dessa divulgação é crescente no mercado, já que uma revisão para uma safra maior nos EUA pode afetar os preços globais e, consequentemente, a estratégia de venda dos agricultores argentinos.

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