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Agronegócio
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Mercado da soja fecha com cautela e preços em leve queda

Demanda chinesa indefinida e impactos climáticos preocupam produtores

Acro Rodrigues20 de maio de 2026 às 07:15
Mercado da soja fecha com cautela e preços em leve queda

O mercado de soja registrou flutuações modestas, refletindo a incerteza dos investidores devido à falta de informações concretas sobre a demanda da China. Segundo a TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago praticamente permaneceu estável, com o contrato para julho apresentando queda de 0,29%, cotado a US$ 12,0950 por bushel, enquanto o contrato de agosto registrou um recuo de 0,10%, a US$ 12,0975 por bushel.

Esses movimentos ocorreram após um período de entusiasmo relacionado a um potencial acordo de US$ 17 bilhões, que ainda não foi validado pelo mercado asiático. O relatório de Progresso de Safras do USDA indicou um avanço significativo no plantio nos Estados Unidos, subindo de 49% para 67%, superando as expectativas e o ritmo do ano anterior.

Desempenho no Brasil e levantamentos sobre produção

No Brasil, a Conab reportou que 98,8% da área já foi colhida, indicando que o país está em fase final de colheita. No mercado interno, o Rio Grande do Sul apresentou aumentos de preço, com as cidades de Santa Rosa e Passo Fundo atingindo R$ 126,00 por saca, e o Porto de Rio Grande registrando R$ 131,00. Entretanto, houve uma revisão na expectativa de produção do estado, que caiu para pouco mais de 19 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 21,44 milhões, evidenciando os efeitos das chuvas irregulares.

Fatores externos, como a possibilidade de paralisações nas rodovias e incertezas sobre o piso mínimo de fretes, também contribuíram para o aumento nos prêmios de risco. Em Santa Catarina, a colheita já ultrapassou 70% da área plantada, com preços ao redor de R$ 131,00 no Porto de São Francisco do Sul.

O estado do Paraná viu sua colheita atingir 96%, com Ponta Grossa cotada a R$ 128,50, enquanto a disputa por espaço nos armazéns está se intensificando, impulsionada pelo aumento da produção de etanol de milho e o início do plantio do trigo.

Mato Grosso do Sul finalizou a safra com recorde de 17,759 milhões de toneladas, e Mato Grosso confirmou a produção histórica de 51,56 milhões.

Apesar dos números elevados de produção, os desafios persistem, incluindo problemas de armazenagem, aumento dos custos de frete e limitações logísticas, que estão restringindo a rentabilidade dos agricultores.

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